Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial (26/04)

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 – Perguntas e respostas – cardiologista Renata Christian Félix, da Clinica Villela Pedras:

1 – Estamos vivendo tempos difíceis em meio à pandemia. E o estresse é um fator que pode determinar o aparecimento da hipertensão arterial. Quais outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença?

Existem dois tipos de Hipertensão Arterial Sistêmica: primária ou essencial e a secundária. A Hipertensão Arterial Primária corresponde a mais de 90% dos casos da doença. Não tem uma causa definida, mas sim fatores que predispõem o desenvolvimento da doença. Além do estresse, que pode estar relacionado, os principais fatores associados à hipertensão arterial, são: o excesso de peso, o consumo excessivo de sal, o consumo excessivo de álcool, o sedentarismo e a genética do indivíduo.
2 – Por ser uma doença na maioria das vezes silenciosa, dificulta o diagnóstico. Quais são os principais sinais e sintomas que a pessoa precisa estar atenta, para identificar que pode estar sofrendo de hipertensão arterial?

Geralmente a Hipertensão Arterial não costuma apresentar sintomas. Muitas vezes as pessoas associam uma dor de cabeça, a sintoma de pressão alta. Mas com frequência a dor é que aumenta a pressão, devido ao estresse que causa. Nossa pressão arterial não é a mesma o tempo todo. Ela fica mais baixa, quando estamos dormindo ou descansando, e é mais alta ao passarmos por momentos de estresse ou dor, voltando ao normal quando esse período passa. Isso não significa que a pessoa seja hipertensa, mas apenas uma resposta do organismo à situação vivida.

Por outro lado, existem casos que um aumento agudo e excessivo da pressão arterial, pode gerar um quadro que precisa de atendimento de emergência. Ele é chamado de encefalopatia hipertensiva, no qual o indivíduo pode ter dor de cabeça muito forte, podendo também ter vômitos e turvamento da visão.

Os sintomas da hipertensão estão associados a efeitos que ela pode causar em determinados órgãos a longo prazo. A pressão alta não tratada pode gerar o Acidente Vascular Encefálico, conhecido como derrame cerebral, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e insuficiência renal, por exemplo. O sintoma irá depender do órgão que foi acometido. Por isso é importante identificar a hipertensão arterial antes que ela cause esses danos. Desta forma, é imprescindível consultar um médico regularmente, para verificar a pressão arterial e fazer uma avaliação geral do estado de saúde.
3 – A hipertensão arterial é predominante em uma faixa etária específica?

A Hipertensão Arterial é mais comum após os 50 anos de idade. No entanto, com o aumento do sobrepeso na população e o consumo de alimentos industrializados, que contêm muito sal e gordura, está cada vez mais comum a identificação da doença em indivíduos jovens.
4 – Existe ainda a hipertensão secundária. O que é e como ela surge?

A Hipertensão Secundária é quando a doença tem causa definida, identificável, dentre elas, a apneia do sono, doenças renais e doenças de algumas glândulas. Em muitos casos de hipertensão secundária, após o tratamento do problema que causou a elevação da pressão arterial, a pessoa fica curada da hipertensão. Diferentemente da hipertensão primária ou essencial, que não tem cura, e a pessoa tem que tratar a pressão pelo resto da vida.
 
5 – O aparecimento da hipertensão arterial estaria ligado mais a fatores hereditários ou a fatores externos? Existe uma predominância?

Embora o fator hereditário seja importante para o surgimento da hipertensão primária, se sabe que outros fatores externos, ligados à alimentação inadequada, que leva ao excesso de peso; consumo abusivo de álcool, são determinantes para o estabelecimento da doença, na maioria dos casos. Por isso, adotar hábitos saudáveis de vida é o principal tratamento para evitar o desenvolvimento da hipertensão, assim como auxilia no seu adequado controle para evitar as consequências indesejáveis dos danos ao longo dos anos.

 Sobre a especialista – Cardiologista Renata Christian Félix, da Clinica Villela Pedras: 

CRM 5264009-3

Graduação em Medicina pela Universidade Federal Fluminense – conclusão em 1997
Residência em Cardiologia pela Universidade Federal Fluminense – conclusão em 2001
Treinamento em Medicina Nuclear pelo Hospital São Vicente de Paulo – conclusão em 2004
Mestrado em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense – conclusão em 2005
Doutorado em Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal Fluminense – conclusão em 2018
Título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2004
Título de especialista em Medicina Nuclear pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem em 2008

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