Reviravolta: Mãe e padrasto de Henry são presos no RJ

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O 2º Tribunal do Júri da Cidade do Rio de Janeiro expediu os mandados nesta quarta (07)

 

O vereador carioca Dr. Jairinho (Solidariedade) padrasto do menino Henry Medeiros e a mãe, Monique Medeiros foram presos nas primeiras horas da manhã desta quinta (08) pela Policia Civil do Rio de Janeiro. Um dos cenários da investigação aponta que a criança foi assassinada.

O 2º Tribunal do Júri da Cidade do Rio de Janeiro expediu os mandados nesta quarta (07).

Entenda

Na madrugada do dia 8 de março, Henry foi levado pelo padrasto e pela mãe, a professora Monique Medeiros, a um hospital na Barra da Tijuca, onde chegou morto. Um exame de necropsia concluiu que as causas do óbito foram hemorragia interna e laceração hepática (lesão no fígado), produzidas por uma ação contundente.

No hospital, o casal disse que estava em outro quarto quando ouviu um barulho emitido pela criança e se levantou para ver o que havia acontecido. Chegando lá, teriam visto o menino caído no chão, com os olhos revirados, as mãos e pés gelados e sem respirar.

À Veja a amiga de uma das ex-namoradas do vereador disse que presenciou diversas vezes o filho da colega, de 5 anos, chorar e tremer ao ouvir as palavras “tio Jairinho”. Ela também afirmou que o médico arranjava motivos para sair sozinho com o menino, que voltava com marcas de agressão.

Em uma ocasião, o menino teria aparecido com o rosto inchado e desfigurado e os olhos roxos. Em outra, teria voltado com a perna fraturada na altura do fêmur.

Essa ex-namorada, segundo a revista, disse à polícia que recebeu uma ligação de Jairinho horas após a morte de Henry, mas que o vereador não mencionou a tragédia. Ela negou que seu filho tenha sido vítima de maus tratos.

Ao fim do mês passado, outra ex-namorada de Jairinho, testemunha no inquérito que apura a morte de Henry, afirmou à polícia que o vereador agredia a sua filha adolescente quando ela tinha 4 anos. A acusação foi revelada pela TV Globo e pelo jornal O Globo.

A mulher relatou ainda à revista que o médico também arrumava desculpas para sair sozinho com sua filha. Segundo a mãe, a menina contou que o vereador torcia seus braços e pernas e lhe dava cascudos.

De acordo com a ex-namorada de Jairinho, a menina disse que foi levada por ele a um quarto que tinha cama e piscina. Afirmou que foi despida pelo vereador, que, de sunga, entrou com ela no boxe, abriu o chuveiro e bateu várias vezes com a cabeça dela contra a parede. Segundo a criança, ele também afundou sua cabeça na piscina com os pés.

Em 2014, a ex-mulher de Jairinho, Ana Carolina Ferreira Netto, registrou uma ocorrência afirmando que sempre foi vítima de violência do vereador e que, certa vez, ele tentou enforcá-la, mostrou a TV Globo. À emissora, porém, ela negou que tenha feito o registro.

Jairinho é filho do ex-deputado estadual coronel Jairo, apontado como miliciano na CPI das Milícias e envolvido nas investigações sobre a tortura de uma equipe do jornal O Dia na favela do Batan (zona oeste), em 2008.

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