Busca por mais leitos na UTI

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Lysipo Gomide*

Com a nova onda de Covid-19 em Brasília, o trabalho para frear a infecção viral tem sido constante. Sabe-se que novas medidas foram implementadas com o intuito de diminuir a taxa de transmissão. As estratégias buscam trazer um alívio de demanda para o sistema de saúde da cidade que, atualmente, se encontra sobrecarregado.

Ainda assim, o Governo do Distrito Federal (GDF) busca alternativas para atender à população. Com isso, era estudado a possibilidade de lançar o Programa de Mobilização e Defesa da Vida do Distrito Federal (ProVida/DF), cujo intuito é permitir que doações de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sejam feitas pelas pessoas que tiverem interesse e condições financeiras para aderir à ação.

Na teoria, a medida poderá ser adotada para o pagamento de tributos locais, com o objetivo de arrecadar doações para abrir novos hospitais com disponibilidade de atendimento de UTI em contêineres. Sabendo da importância desse assunto, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, na última terça-feira (6), o projeto para a criação do programa.

Em virtude da quantidade de casos e óbitos registrados na cidade, se faz necessário novas estratégias para encontrar soluções que sejam capazes de atender à demanda de pacientes que são diagnosticados com a infecção viral. Vale ressaltar que a medida ajudará a salvar vidas ao mesmo tempo em que será viável manter a economia em atividade.

Os impostos são tributos obrigatórios cobrados pelo governo. O pagamento serve para custear despesas administrativas do Estado e, quando não realizado, é passível de multas e punições legais. O GDF, ao adotar a medida que incentiva a doação do dinheiro para a saúde pública, auxilia no combate contra a Covid-19.

A delicadeza deste período pandêmico exige esforço e ações em conjunto. Infelizmente, estamos caminhando por uma linha tênue, onde a vida de milhões de brasileiros está em risco. Seguindo a mesma premissa, a economia também caminha por trajetos sombrios, onde o mercado de trabalho se vê amplamente afetado com novos lockdowns e constantes demissões por falta de verba para manter a folha de pagamento em dia.

Toda medida que busca soluções para a crise que enfrentamos deve ser bem aceita e, claro, incentivada por toda a população. Não conseguiremos atravessar essa batalha se formos pensar de forma individual. Mais do que nunca, é necessário que sejamos capazes de nos unir para que a Covid-19 seja vencida.

 


*Presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do DF (Sindiatacadista-DF).

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