Sorocaba identifica variante do coronavírus semelhante à sul-africana

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Segundo dados iniciais, o paciente infectado não tem histórico de viagem para a África do Sul nem teve contato com pessoas que estiveram no país, portanto existe a possibilidade de que a nova variante identificada seja uma evolução da P.1

 

O governo de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira (31/3), a identificação de uma nova variante semelhante à originária na África do Sul. O paciente infectado pela nova variante, que ainda é estudada, é morador de Sorocaba (SP) e não tem histórico de viagem à África do Sul, nem teve contato com pessoas que estiveram no país. Portanto, segundo as autoridades, existe a possibilidade de que a nova variante identificada seja uma evolução da P.1, variante originária no Amazonas.

“É uma variante assemelhada à variante da África do Sul, embora não haja histórico de viagem ou de contato com viajantes da África do Sul, portanto existe a possibilidade de que seja uma evolução da nossa P.1 para essa nova mutação da África do Sul”, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, em coletiva de imprensa.

Apesar de se parecer com a variante da África do Sul, a nova cepa identificada em Sorocaba tem ‘algumas assinaturas’ diferentes da variante original da África do Sul, segundo Covas, o que indica uma provável origem local mesmo a partir da variante P.1.

A variante P.1, originária no Amazonas, em pouco mais de quatro meses desde a aparição, já responde, em algumas cidades do Brasil, pela maior parte dos novos casos registrados. Para combater a evolução da P.1 e de outras linhagens, as medidas de proteção continuam sendo necessárias. Distanciamento, uso correto de máscaras, ventilação correta dos ambientes e uma rápida vacinação são as estratégias.

Vacinas

Apesar de não haver indícios de que a P.1 não seja combatida pelas atuais vacinas que são aplicadas na população brasileira, o mesmo não ocorre em relação à variante africana. A preocupação é que estudos apontam para uma ineficiência de vacinas para combater a linhagem da África do Sul, como é o caso da vacina de Oxford. Por isso, o governo federal chegou a proibir voos vindos do país africano ao Brasil, a fim de impor uma barreira de entrada do vírus.

Mas há relatos da presença variante africana, confirmada, pela primeira vez, na Bahia, no início de janeiro deste ano. Segundo a Secretaria de Saúde do estado, se tratou de um caso de reinfecção, o primeiro confirmado por sequenciamento genético, em uma mulher de 45 anos residente em Salvador. “Foi observada, na sequência genética do vírus presente no segundo episódio, a mutação E484K, que é uma mutação identificada originalmente na África do Sul”, dizia o comunicado.

O contágio, no entanto, teria ocorrido em outubro de 2021. “Para além do sequenciamento genético foram realizados outros exames, a exemplo da quantificação de anticorpos anti-SARS-CoV-2, coletados em momentos distintos do caso em questão”, completou a nota da secretaria. As duas amostras agrupam-se em dois lados distintos e pertencem a duas sublinhagens diferentes: B.1.1.33, a amostra da primeira coleta, e B.1.1.248, a amostra da segunda coleta.

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