Iges soma 400 mil atendimentos nutricionais em um ano de covid

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Com a pandemia, aumentou a importância do trabalho dos nutricionistas na recuperação de pacientes

Mesmo diante da pandemia do coronavírus, não tem faltado alimento nem assistência nutricional aos pacientes atendidos nas oito unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Em 12 meses de covid-19, cerca de 400 mil atendimentos nutricionais foram realizados, sendo 280 mil no Hospital de Base (HB) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e 120 mil nas seis unidades de pronto atendimento (UPA) do Iges. Os números foram divulgados pelo instituto neste 31 de março, quando se comemora o Dia Nacional da Saúde e da Nutrição.
Os profissionais de nutrição são fundamentais no processo de recuperação dos pacientes. Com a pandemia, o trabalho deles ganhou importância ainda maior. A nutricionista Sarah Viegas, chefe do Serviço de Nutrição do HRSM, explica que o coronavírus levou os profissionais a avaliarem, com rigor mais apurado, o quadro clínico de cada enfermo. Assim, podem prescrever a alimentação mais apropriada e eficaz para cada caso.
O trabalho tem continuidade com as recomendações que os pacientes devem seguir após a alta, como mudar os hábitos alimentares.
Os cuidados redobrados têm ajudado a evitar que o paciente enfrente alguma complicação clínica inesperada e contribui também para reduzir o tempo de permanência do enfermo nos hospitais, conforme Sarah Viegas: “Com a melhora do estado nutricional do paciente, ajudamos a reduzir intercorrências clínicas e, muitas vezes, até o tempo de internação”.
A equipe de nutrição dos hospitais do Iges-DF é composta por 128 profissionais. No Hospital de Base são 72, sendo 36 nutricionistas e 36 técnicos de nutrição. No Hospital de Santa Maria são 56: 26 nutricionistas e 30 técnicos. Eles estão distribuídos em diversos setores, como Ambulatório, unidades de terapia intensivas (UTIs), Pronto-Socorro e blocos de internação.
“Nesses locais, fazemos uma triagem nutricional para levantar dados do paciente, como peso e altura, além de investigar se ele tem alergias, intolerâncias ou preferências alimentares”, explica Sarah. Com essas informações, define-se um diagnóstico nutricional. “Descobrimos se ele está desnutrido, em sobrepeso ou obeso”, exemplifica.
A partir do cruzamento dessas informações com o estado clínico do paciente, os nutricionistas elaboram uma dieta personalizada. A receita é repassada para os técnicos de nutrição, que elaboram um mapa de dietas e imprimem etiquetas de identificação para a cozinha hospitalar, que é a área de produção nutricional.
As nutricionistas Ana Cecília Nunes e Juliana Siqueira trabalham, respectivamente, na área de produção dos Hospitais de Base e de Santa Maria. Elas fiscalizam os alimentos produzidos na cozinha e servidos no refeitório, trabalho feito por empresa terceirizada.

“A gente avalia a produção e os riscos de contaminação; cria fluxos para melhorar e otimizar os processos; realiza treinamento de boas práticas para colaboradores e planeja e executa cardápios equilibrados para o público-alvo”, detalha Juliana. Junto com elas também trabalham técnicos administrativos e técnicos de nutrição.

Texto: Thaís Umbelino
Fotos: Davidyson Damasceno/Ascom Iges-DF

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