Iges comemora 50 anos de Ceilândia

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Na UPA de Ceilândia, o instituto garante média de 10 mil atendimentos por mês. Nova UPA da região está com 78% de obras

 
Saúde acessível e de qualidade para os 400 mil habitantes da Região Administrativa (RA) de Ceilândia. Cumprindo essa missão, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) comemora os 50 anos da região administrativa mais populosa do DF. De acordo com a gerência, em média, 10 mil atendimentos por mês estão sendo feitos, durante a pandemia, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde também já está em 78% de conclusão a obra da segunda UPA para a comunidade.

“Parabéns, Ceilândia!”, comemorou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em Twitter. “Vamos continuar a trabalhar muito por dias cada vez melhores para cada moradora e morador dessa cidade pujante que está diante de uma transformação econômica forte”.
Mesmo durante a pandemia, a unidade de saúde atua sem restrição de atendimento. Em mais de um ano, ela atendeu mais de 13 mil pacientes com covid-19 e realizou 5.958 testagens para a doença. Ao todo estão disponíveis quatro suportes de ventilação mecânica (VM) e 28 pontos de oxigênio para suprir a demanda de pacientes com insuficiência respiratória.
A UPA de Ceilândia conta diariamente com seis enfermeiros, 15 técnicos de enfermagem e cinco médicos. A unidade foi incluída na gestão do Iges em 29 de maio de 2019, assim como as demais UPAs do DF.
Melhorias na UPA
Para conseguir atender o máximo de pessoas, o Iges investe constantemente na estrutura física de suas unidades, bem como nos recursos humanos, na organização dos fluxos de atendimento e na gestão de insumos. Em 2019, a UPA de Ceilândia  foi a primeira a ser beneficiada com intervenções para elevar a qualidade de atendimentos dos pacientes.

Entre os serviços realizados na unidade estavam a revitalização da fachada, serviços de jardinagem, conserto de cinco banheiros que estavam interditados, conserto e colocação de mais pontos de oxigênio e de ar comprimido para atender aos pacientes.

Outras melhorias contemplaram a troca completa da manta do piso, substituição de cadeiras, bebedouros, lâmpadas e exaustores danificados. Também foram consertadas janelas e portas, além de reparos para eliminar vazamentos da caixa d’água e teto.
Em 2020, a UPA de Ceilândia ganhou o Espaço de Ensino Digital, que abriga treinamentos diversos voltados às equipes das unidades. A sala também retransmite aulas do Centro de Simulação Realística do Hospital Regional de Santa Maria, local que conta com um boneco simulador para capacitação em um cenário mais próximo da realidade.
Além disso, o espaço de ensino permite integração dos colaboradores com a plataforma de ensino EAD do Iges, que oferece diversos cursos on-line.
Expansão da rede
Para ampliar a rede de atendimento na RA de Ceilândia, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, autorizou a construção de uma segunda unidade de pronto atendimento (UPA). Até o momento, já foram concluídos 78% dos trabalhos, faltando finalizar as fases de acabamento, instalação de gases medicinais e urbanização externa, segundo o Iges-DF, que administra o empreendimento.
A nova UPA da Ceilândia foi projetada para atender 4,5 mil pessoas por mês, num total de 54 mil ao ano. Contará com atendimento de urgência e emergência, dois leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), seis leitos de observação com suporte ventilatório e três consultórios. Oferecerá também exames laboratoriais de urgência e raios X.
No empreendimento, o Governo do DF, por meio da Secretaria de Saúde, está investindo mais de R$ 6 milhões, sendo R$ 4,8 milhões na construção do prédio e R$ 1,2 milhão em equipamentos médico-hospitalares e mobiliário. A deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) destinou emenda parlamentar no valor de R$ 997,2 mil para aquisição de equipamentos.
Além da estrutura, mais seis UPAs estão sendo construídas com recursos repassados pela pasta da Saúde ao Iges-DF, que já administra as outras seis unidades existentes na capital do país. As construções acontecem concomitantemente nas regiões do Paranoá, Riacho Fundo 2, Brazlândia, Vicente Pires, Gama e Planaltina. Juntas, as sete UPAs atenderão 31 mil pessoas por mês, num total de 372 mil atendimentos ao ano. Com isso, esses locais vão desafogar as emergências dos hospitais públicos.

Texto: Thaís Umbelino

Fotos: Davidyson Damasceno/ Iges-DF
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