Para polícia, adolescente morto em freezer queria se refrescar

0

Investigação aponta que no dia em que morreu, ele tinha colocado água no local e ajeitado para usar notebook e celular numa mesa de madeira

 

A polícia descarta crime na morte de José Eduardo Rosa, 15 anos, encontrado morto dentro de um freezer no dia 11 de janeiro, na Vila Adelina, em Campo Grande.

Responsável pelo caso, a delegada Elaine Benicasa eliminou qualquer possibilidade de latrocínio, homicídio ou suicídio.

O caso está como morte a esclarecer, mas a investigação apontou morte por mal súbito, acompanhada do uso inicial de anabolizantes e asfixia. A família tinha histórico de hipertensão.

Foram dois meses de investigação, envolvendo análises sucintas de computadores, celulares, redes sociais e oitivas na vizinhança.

A família não sabia que o adolescente participava de um grupo de academia sobre o uso de anabolizantes e que, nos dias seguintes, iniciaria os treinos.

As investigações apontam que o garoto foi encontrado sentado dentro do freezer porque transformou o local em uma piscina. Naquele dia, ele tinha colocado água no local e ajeitado para usar o notebook e o celular numa mesa de madeira.

A delegada também pontuou que não há registros da entrada de ninguém na casa no período que ele ficou sozinho. Também não há sinais de subtração de objetos na casa da avó, nem luta corporal.

Na investigação não deu para coletar muita coisa por causa do corpo estar em estado de putrefação. Mas a perícia percebeu que as mãos e pés estavam enrugados e a borracha do freezer estava molhada.

Há também a hipótese do choque, por causa do notebook estar ligado na tomada do freezer e muito próximo da água. Mas é a opção menos provável.

A família relatava que ele sentia muito calor, por isso pode ter sido o mal súbito.

A tampa do freezer acabou se fechando com o garoto dentro e também ocasionou a asfixia.

José Eduardo passou a usar os anabolizantes para se sentir “mais apresentável”, já que era alto e obeso.

anuncio patrocinado