Quase 6 milhões de brasileiros desistem de procurar emprego

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IBGE também indica que 32 milhões estão sem emprego ou trabalham menos do que gostariam

 

 

Após atingir o maior patamar da história no terceiro trimestre de 2020, o número de brasileiros que desistiram de procurar emprego teve um leve recuo, mas ainda atinge 5,8 milhões.

Na comparação anual, os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o volume de desalentados cresceu 25,3%´na comparação com o mesmo período de 2019.

A população desalentada é formada por pessoas da força de trabalho potencial que não haviam realizado busca efetiva por trabalho no trimestre analisado, apesar de estarem disponíveis e terem tempo para trabalhar.

A decisão é motivada pela ideia de que não conseguiriam um emprego adequado, não tinham experiência profissional ou qualificação, não conseguiam trabalho por serem considerados muito jovens ou muito idosos ou não havia trabalho na localidade em que residem.

Desalento figura próximo ao maior patamar da história

Desalento figura próximo ao maior patamar da história

REPRODUÇÃO/IBGE

Subutilização

A subutilização, que representa os profissionais subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, era composta por 32 milhões no último trimestre de 2020, número que representa uma u=leve queda na comparação com o trimestre encerrado em setembro.

Já em relação ao mesmo trimestre de 2019, houve aumento de 22,5% no número de trabalhadores que estão subutilizados, percentual de corresponde a um aumento de 5,9 milhões de pessoas na relação. Na média anual, o contingente de subutilizados chegou a 31,2 milhões, o maior da série anual, com alta de 13,1% (+3,6 milhões) na comparação com 2019.

A taxa média de subutilização, por sua vez, fechou 2020 em leve queda, para 29,7%, mas fechou o ano com a maior taxa da série anual (28,1%), patamar 3,9 pontos percentuais superior em relação a 2019.

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