Após dança, gestantes dão à luz no Hospital de Santa Maria

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Movimentos orientados por profissionais ajudaram a descontrair, a aliviar dores e acelerar o trabalho de parto

Uma dose de música, gingado e animação. Essa foi a prescrição feita às gestantes internadas no Centro Obstétrico do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) para amenizar a tensão pré-parto e acelerar o processo de nascimento dos bebês. A ação ao som de funk, forró e sertanejo, registrada na última sexta-feira (19), resultou em dois partos seguidos e na evolução de outros quatro nas horas seguintes.
Quem teve a ideia de descontrair o ambiente foi a enfermeira obstetra Camila Schenato, após constatar que as mães precisavam de um empurrãozinho. Enquanto os profissionais de saúde faziam a coreografia, as mães e os acompanhantes repetiam os movimentos na área externa da Unidade de Obstetrícia.
“O objetivo, acima de tudo, foi diminuir o sofrimento do trabalho de parto e aumentar a dilatação do colo do útero”, diz Camila. “As mães se desconectam da dor que estão sentindo e até conseguem um momento divertido com os acompanhantes e com a equipe médica.”
Ao todo, no dia, foram realizados 14 partos, sendo oito normais e seis cesáreas. Um dos partos com a ajuda da música foi o de Alyne Cristina Gomes, 20 anos, que conseguiu realizar o desejo de ter um parto normal de Davi Gabriel, seu segundo filho. “Se a dilatação não aumentasse, eu teria que fazer cesárea. Logo depois da dança, minha situação começou a melhorar, e eu entrei em trabalho de parto”, relembra, alegre.
Após a coreografia, a dilatação do colo do útero passou de 3 para 10 centímetros, quando é possível a passagem do bebê. “Fiquei muito satisfeita por ter tido um parto tranquilo e ser tão bem assistida pela equipe”, relata Alyne. “Tive meus dois filhos no Hospital de Santa Maria e estou muito satisfeita com o trabalho da unidade”, completa a mãe.
No caso de Patrícia Soares, 32 anos, a dilatação chegou a passar de 3 para 7 centímetros após a dança. Depois, a opção segura foi a cesariana. “Curti bastante a iniciativa, que, com certeza, deu uma amenizada na ansiedade e na aflição”, conta. Esta foi a primeira vez, depois de seis filhos, que a mãe usou dessa estratégia. “Nunca havia dançado antes do parto. Foi algo novo e divertido”, acrescenta.
A família voltou satisfeita para casa nesta segunda-feira (22). “Foi a primeira vez que tive filho no HRSM e gostei muito da experiência”, garante Patrícia. “A equipe do hospital está de parabéns. Recebi muita atenção e carinho”, agradece.
Parto humanizado
Atividades não medicamentosas, como a dança, são recorrentes no Centro Obstétrico do HRSM, que realiza 400 partos por mês, em média.
Estamos sempre focados em trazer conforto e oferecer um parto humanizado e empático para as mães”, afirma a supervisora de Enfermagem do setor, Luciana Cristovam. “A ideia é tornar essa experiência positiva e marcá-la como uma boa lembrança para a mulher”, finalizou.
 
Texto: Thaís Umbelino
Foto e vídeos: Divulgação
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