Estudo diz que covid-19 pode um dia ser como resfriado comum

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Porém, os pesquisadores calculam que isso pode levar até décadas para ocorrer

 

O novo coronavírus, que vem assombrando o mundo e já provocou mais de 1,9 milhão de mortes em todo o planeta, pode um dia ser só um resfriado comum. É isso que aponta um estudo publicado nesta terça-feira (12/1) na revista Science.

Segundo a publicação, essa transição pode levar alguns anos ou até décadas. “Depende da rapidez com que o patógeno se espalha”, afirmam os pesquisadores da Unversidade Emory de Atlanta, nos Estados Unidos. Isso porquê a maioria das pessoas teria que ser exposta ao vírus ainda na infância para isso acontecer.

Por isso, os cientistas destacam a importância da vacinação. Segundo eles, só o imunização em massa poderia salvar centenas de vidas a curto prazo.

O caminho que o vírus deve seguir precisa ser semelhante aos dos outros coronavírus, já conhecidos, que causam sintomas leves. A maioria das pessoas é exposta a eles ainda quando são jovens, o que faz com que as pessoas criem uma imunidade para a forma mais grave da doença.

Segundo os cientistas, apesar de as pessoas que se infectam com a covid-19 perderem a imunidade adquirida depois de um tempo, ainda assim elas podem continuar com uma imunidade residual que protege contra a forma grave da doença. Dessa forma, a mortalidade poderia cair para 0,1%, o que é menor do que a de uma uma gripe provocada pelo vírus influenza

“A reinfecção é possível dentro de um ano, mas, mesmo se ocorrer, os sintomas são leves e o vírus é eliminado do corpo mais rapidamente”, destaca a pesquisadora Jennie Lavine.

Por enquanto, a esperança é que a vacinação barre a transmissão da covid-19. Mais de 50 países já começaram a suas campanhas de vacinação. No Brasil, a previsão é que domingo (17/1) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida sobre o uso emergencial de dois imunizantes: a Coronavac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, e a vacina da Universidade de Oxford em parceria com o laboratório Astrazeneca e a Fundação Fiocruz.

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