Políticos do DF com ambições em 2022 não podem se esquecer do Entorno

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Com a aproximação das eleições gerais em 2022, o foco dos políticos deve se alterar

 

O professor da Universidade de Brasília (UnB) David Fleischer também considera que as figuras políticas do DF que almejam a reeleição, em 2022, devem estreitar os laços com os novos eleitos do Entorno a fim de captar votos. “Muitos eleitores transferem o título de acordo com as eleições. Ou seja, durante as eleições municipais, votam no Entorno e, durante as disputas gerais, voltam a votar no DF”, explica. Desta forma, os políticos têm interesse em conquistar quem participa das eleições municipais. “A melhor forma de seduzir a maioria é se aproximando do concorrente eleito — que, obviamente, ganhou a maioria dos votos”, diz.

O também professor de ciências políticas da UnB Fábio Vidal concorda com a visão de que os eleitores transitam entre as zonas eleitorais. “A partir da existência desta prática, deputados distritais e até o governo do Distrito Federal podem buscar realizar políticas públicas que beneficiem, também, este público de Goiás”, avalia. Segundo o especialista, é uma relação comum em todo o país e deve continuar a fazer parte da realidade da capital. “Isso deve continuar nos próximos anos, pois é um tipo de política muito comum”, afirma.

Com a aproximação das eleições gerais em 2022, o foco dos políticos deve se alterar. Fábio Vidal acredita que o GDF deve ficar mais próximo aos eleitos que fazem parte de partidos de direita. “Apesar do partido de Ibaneis Rocha (MDB) ser classificado como de centro, o chefe do Executivo do DF tem uma proximidade maior com a direita, logo, deve ter mais afinidade política com estes candidatos”, considera. “Não há tanta diferença entre centro e direita, por isso, creio que haverá uma grande interação entre os eleitos de direita e Ibaneis. Acredito até em mais parcerias do Entorno com o governo local”, completa.

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