Confira 7 boatos já desmentidos sobre as urnas eletrônicas no Brasil

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Após notícias falsas sobre sistema eleitoral se multiplicarem em 2018, alguns boatos voltaram à tona em 2020 para o pleito municipal

 

Depois de o ano de 2018 ser marcado pelas excessivas peças de fake news durante o processo eleitoral, o cenário para as eleições de 2020 não somente tem se mostrado parecido como ainda há em circulação notícias falsas de dois anos atrás sendo republicadas atualmente. Boa parte destas diz respeito às urnas eletrônicas, alvo constante de desinformação no país.

Um boato amplamente difundido em 2018 voltou a ser difundido nas eleições deste ano. A mensagem, que dizia que apenas Venezuela e Cuba, além do próprio Brasil, usavam urnas eletrônicas, era falsa e foi desmentida pelo TSE: segundo o IDEA Intercional (Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Social), informava o órgão à época, 23 países já utilizavam urnas com tecnologia eletrônica em eleições gerais e 18 em eleições regionais. Entre os países estão Canadá, Austrália, França e Índia

Há mais uma notícia fake envolvendo a Venezuela e as urnas eletrônicas. O boato cita o falso depoimento de um professor de Ciência da Computação da Universidade de Brasília, que teria  que uma empresa de venezuelanos teria conseguido acesso às urnas eletrônicas brasileiras após vencer um edital em 2017, o que abriria porta para fraudes. A informação também foi desmentida em uma nota de esclarecimento do TSEque assegurou que nunca entregou códigos-fonte da urna eletrônica para qualquer empresa privada

Uma outra notícia falsa, circulada em formato de vídeo, indica que o TSE teria recusado a consultoria do ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) e do IME (Instituto Militar de Engenharia) para avaliar o uso de urnas com voto impresso. O TSE, o ITA e o IME já desmentiram o boato em 2018, mas a mensagem voltou a ser espalhada este ano

Mais um boato envolve as urnas eletrônicas brasileiras e a Venezuela: segundo a mensagem compartilhada em diversas redes sociais entre 2017 e 2018 – e novamente este ano –, as urnas brasileiras seriam fabricadas no país vizinho, o que, ainda segundo a informação falsa, seria razão para indicar possível fraude nas eleições do Brasil. No entanto, o TSE também desmentiu a notícia, confirmando que a empresa estadunidense Diebold é a responsável pela fabricação das urnas – ao todo, segundo o órgão, 12 contratos já foram firmados com a companhia dos EUA

Após a Positivo ganhar uma licitação para fornecer urnas às eleições de 2022, a empresa brasileira de computadores também foi alvo de notícias falsas. O boato sobre a companhia afirmava que ela havia sido vendida para a chinesa Lenovo, o que nunca ocorreu, como confirmou a própria Positivo posteriormente

Um boato que recentemente voltou a ser divulgado vem do vídeo em que dois policiais militares do Distrito Federal relatam uma suposta irregularidade em urnas eletrônicas nas eleições de 2018. A denúncia já foi investigada pela Justiça Eleitoral, que averiguou o “desconhecimento técnico” dos agentes no caso. O vídeo, como informa o TSE, resulta de um mal-entendido dos policiais e de um colaborador do TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal)

Uma peça de fake news se utiliza de uma notícia de 2013 sobre a aposentadoria de urnas brasileiras usadas no Paraguai para induzir o leitor à desinformação. As publicações, que usaram em 2020 a notícia de sete anos atrás – porém, sem mostrar a data da notícia –, indicavam que o país vizinho havia vetado as urnas brasileiras para o pleito deste ano, o que não é verdade. Inclusive, as eleições paraguaias sequer acontecerão este ano, devido ao adiamento pela pandemia de covid-19

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