Oportunidade: lojas vão abrir 3 mil vagas

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Salários podem variar entre R$ 1,2 mil e R$ 4 mil, as vagas podem ser para balconistas, vendedores, caixas, estoquistas, seguranças e empacotadores

 

 

O comércio de entrequadras e shoppings do Distrito Federal iniciou ontem a abertura de 3 mil vagas para trabalhos temporários. Segundo levantamento do Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista), o número baixou no fim deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 3.900 oportunidades de carteira assinada. A redução se dá por causa da pandemia do novo coronavírus, que, ao diminuir as vendas por conta da crise, fechou pelo menos 350 lojas e demitiu mais de 1.750 trabalhadores no DF.

Os salários devem oscilar entre R$ 1,2 mil (fixo) e R$ 4 mil (com comissão). Os interessados devem procurar os classificados dos jornais e as próprias lojas, que costumam divulgas as vagas nas redes sociais.

De acordo com o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro, as vagas são, em sua maioria, para balconistas, vendedores, caixas, estoquistas, seguranças, empacotadores e motoristas. “Ter experiência e vontade de trabalhar conta muito, mas ter também conhecimento na área de informática é fundamental porque não existe hoje comércio sem computadores”, afirmou.

Mulheres procuram mais

Edson ainda destacou que 56% das pessoas que procuram trabalho nesta época do ano são mulheres. Os homens representam 44%. “A mulher é mais persistente e tem mais desenvoltura na hora de correr atrás de emprego. O homem é mais tímido, mas há exceções. E as mulheres são maioria na hora de procurar vaga no comércio porque elas, salvo exceções, se mostram mais desenvoltas e interessadas em trabalhar no comércio”, declara.

“Há seis anos no mercado de calçados, Nilton Rocha, de 29 anos, gerencia uma loja do ramo um ano e meio no Pátio Brasil. Ele conta que das 30 pessoas entrevistadas no processo seletivo, 25 são mulheres. “Isso acontece porque a gente prefere procurar uma garantia, pois a mulher tem um currículo melhor. Elas absorvem melhor um pedido para demandas. Os homens têm mais dificuldade de receber esse tipo de comando”, comenta o gerente.

Nilton abriu o processo seletivo na loja há um mês para três atendentes, mas não pretende contratar muitos funcionários. “A gente usa o processo de vaga temporária para selecionar pessoas melhores. Às vezes, os que estão na empresa estão desmotivados e querendo sair. Ao analisar o currículo, eu olho o tempo de serviço em outras empresas e priorizo comunicação da pessoa, como ela se porta na hora da entrevista, o uso da vestimenta. Mas não vai ser a falta de experiência que vai diminuir a contratação”, afirma o lojista.

Para Luciléia Lopes, dona de uma loja de roupas indianas do Pátio Brasil shopping, o gênero não influencia na hora de fazer uma contratação temporária. “A gente não tem muito essa questão de contratar uma mulher ou homem, uma pessoa muito nova ou mais velha. Se ela preencher os requisitos que a gente pede, não faz muita diferença para trabalhar aqui. O importante é ter dinâmica de venda, ter um bom atendimento e uma boa dicção com o cliente”, opina a proprietária.

A loja realizou um evento entre os dias 4 e 8 de novembro no Pátio Brasil. Na oportunidade, seis pessoas foram contratadas para vagas temporárias. “Sempre prezo a simpatia no atendimento. Se você atende bem o cliente, ele volta. Às vezes a pessoa experiente chega de outra empresa cheia de vícios, e uma com currículo menor tem mais vontade de aprender”, acrescenta Luciléia, que agora tem 12 atendentes.

Índice de efetivação

A pesquisa do Sindivarejista informa ainda que, todos os anos, em janeiro e fevereiro, boa parte do comércio do DF renova a mão de obra e efetiva 20% dos trabalhadores temporários que mais se destacaram nos últimos dois meses do ano anterior.

“O índice de efetivação é de 20% todos os anos, mas 2021 ainda terá os efeitos da pandemia. Assim, acredita-se que o percentual vai oscilar entre 14% e 19%, dependendo do segmento do comércio. Portanto, é importante que o trabalhador temporário seja esforçado, tenha interesse em seguir na carreira e atenda bem os clientes das lojas numa época de intenso movimento no comércio”, complementa Edson de Castro, presidente do Sindivarejista.

 

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