No terceiro dia de apagão, Amapá tem filas em postos e procura por água

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O caso ganhou gravidade porque o estado não tem uma fonte de energia alternativa para quando há esse tipo de acidente ou falha técnica

 

 

Em meio à pandemia do coronavírus, o Amapá enfrenta, nesta quinta-feira (05/11), o terceiro dia de apagão. A falta de energia atinge 13 dos 16 municípios do estado. Para tentar driblar a situação, os moradores correm para estocar água potável e lotam estabelecimentos que têm gerador de energia, como postos de combustível e supermercados.

Em imagens divulgadas nas redes sociais é possível ver grandes filas nesses locais, algumas com mais de 1 quilômetro. Os internautas também fazem apelo para a visibilidade do estado.

 

O governo

O ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, foi ao estado para avaliar o apagão elétrico. Integrantes do gabinete de crise montado a mando do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também foram mobilizados para irem até o local.

Até o momento, não há previsão para a retomada total do suprimento elétrico no Amapá. Equipes buscam recuperar ao menos entre 60% e 70% da carga local de forma mais imediata.

A queda de energia foi causada por um incêndio em uma subestação de Macapá, capital do estado. O abastecimento foi desligado nas linhas de transmissão Laranja/Macapá e nas usinas hidrelétricas Coaracy Nunes e Ferreira Gomes.

A situação no estado ganhou gravidade porque o Amapá não tem uma fonte de energia alternativa para quando há esse tipo de acidente ou falha técnica. Não há, por exemplo, uma usina termelétrica que possa ser acionada emergencialmente.

O estado depende completamente da energia elétrica produzida em outros locais. Ela chega por meio do Sistema Interligado Nacional, que reúne usinas de diversas matrizes, em todo o Brasil.

 

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