Movimento paga inscrição da Fuvest para negros e indígenas

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Campanha une estudantes que pretendem estudar na USP com padrinhos e madrinhas, que bancam a taxa de R$182 do vestibular

 

O professor Cristiano Ferraz fez um post nas redes socias com o objetivo de ajudar estudantes negros e indígenas a fazer inscrição no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

A publicação, que em um primeiro momento seria focada em alguns amigos, ganhou força e se transformou no Movimento Amplia, que agora busca contribuir para a diversidade na USP (Universidade de São Paulo).

Com a campanha #AmpliaUSP, o movimento pretende conectar estudantes com padrinhos e madrinhas, responsáveis por bancar a taxa de inscrição de R$ 182 no vestibular da Fuvest. As inscrições para o vestibular devem ser feitas até a sexta-feira (23) ao meio-dia (horário de Brasília).

“Após o Enem, fizemos parcerias e conseguimos R$ 100 mil que foi convertido em bolsas de estudos para ajudar os estudantes que se inscreveram no exame a estudar”, conta Ferraz. “Agora estamos com  Amplia Fuvest, com o mesmo objetivo da campanha anterior: pagar a inscrição para os jovens que vivem em situação de vulnerabilidade e não conseguiram isenção da taxa.”

Após parceria com uma empresa, o grupo já conseguiu as inscrições de 150 estudantes, mas a meta é alcançar 300. “Nosso maior desafio agora é chegar nesses estudantes, que não tem acesso à internet e às redes sociais e muitas vezes não ficam sabendo de ações como a nossa.”

Os estudantes interessados em participar devem fazer o cadastro no site do Movimento Amplia e enviar o boleto, que será pago por um padrinho ou uma madrinha cadastrado.

Ferraz e os colaboradores do Amplia conseguiram garantir a inscrição de 50 mil estudantes no Enem e também oferecem mentoria online no projeto Estuda Comigo e parceria com o curso preparatório Firmina.

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