Casarão centenário é derrubado no Setor Tradicional de Planaltina

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Por quê a área de patrimônio só recebe atenção quando um bem importante, um prédio histórico é destruído? Até quando será assim? Quantos prédios históricos teremos que perder definitivamente para que o patrimônio de Brasília seja preservado ?

LOGO, LOGO será o conjunto de casas FAZENDINHA localizado na Vila Planalto!

Talvez por falta de interesse politico ou até mesmo quem sabe por falta de dinheiro> mas o incrível é que sempre tem verba para outros projetos! A pergunta é cadê os Deputados Distritais que não veem o desperdício do nosso dinheiro público para que venham preservar os nossos monumentos. Ou será que só vão aparecer na Vila Planalto quando estivermos em 2022( em ano de eleição).  A Verdade é que se não tiver uma intervenção imediata em BREVE e INFELIZMENTE teremos que noticiar a derrubada deste prédios históricos na Vila Planalto!

Deixamos aqui o espaço aberto para as autoridades se manifestarem sobre o assunto! Caso queiram.

 

A Casa de Dona Negrinha estava fechada há mais de 10 anos. A residência é propriedade de um dos descentes de Delmira Fernandes Guimarães, que dá nome ao local. No entanto, estrutura estava em área de tutela de tombamento. Secretaria de Cultura classificou derrubada como “crime contra o patrimônio cultural”

Na manhã desta quarta-feira (30/9), o casarão, conhecido como Casa da Dona Negrinha, localizado na Rua 13 de Maio do Setor Tradicional de Planaltina, foi derrubado sem a ciência da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec). A construção histórica faz parte da área de tutela do tombamento do Museu Histórico e Artístico de Planaltina (Decreto nº 6.939/1982). No entanto, o imóvel é propriedade particular de um descendente de Delmira Fernandes Guimarães, conhecida como Dona Negrinha. A secretaria afirmou que trata-se de crime “contra o patrimônio cultural”.

De acordo com a pasta, a Casa da Dona Negrinha estava fechada há mais de uma década, sofrendo com lenta degradação devido à falta de manutenção preventiva e corretiva por parte do proprietário. Nessa terça-feira (29/9), a Secec detectou o desabamento de uma das fachadas da casa em uma vistoria. Em seguida, a Região Administrativa de Planaltina recebeu uma notificação da pasta e entrou em contato com o proprietário (que não morava no local) e a Defesa Civil.

A Casa da Dona Negrinha sofria com ação do tempo e da falta de manutenção
A Casa da Dona Negrinha sofria com ação do tempo e da falta de manutenção(foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press)

A secretaria comunicou, por meio de nota oficial, que tomará as devidas providências a respeito da derrubada do casarão. “Lamentavelmente fomos surpreendidos com a demolição de toda a estrutura, determinada pelo proprietário. A Secec solicitará o acionamento das instâncias administrativas, fiscalizadoras e jurídicas competentes, para proceder às medidas necessárias à apuração do ocorrido, assim como à aplicação das medidas legais cabíveis, considerando tratar-se de crime contra o patrimônio cultural”, informou.

Assim como a Secretaria de Cultura, a Administração Regional de Planaltina lamentou a derrubada do imóvel. “Uma construção da nossa história se despediu de uma forma triste nesta manhã. Ressaltamos que essa propriedade se trata de uma propriedade particular, e que nós, enquanto administração, não temos poder sobre a construção e que também fomos pegos de surpresa”, afirmou a responsável pela RA nas redes sociais.

O Partido Socialismo e Liberdade (PSol) emitiu nota de repúdio sobre a demolição. O partido declara que o ato causou enorme dano ao conjunto histórico do único assentamento urbano centenário do DF. “O descaso, a irresponsabilidade e a omissão do GDF com o patrimônio histórico e cultural no DF é vergonhoso, inaceitável e agrava-se quando se trata das edificações que contam a história da capital do país”, completa a nota.

A arte-educadora e presidente da Associação dos Amigos do Centro Histórico de Planaltina-DF (AACHP), Simone Macedo, questiona a necessidade de derrubar o casa. Segundo ela, a AACHP lutava pela Casa da Dona Negrinha, apesar de o local não possuir tombamento individual. “Nós fomos surpreendidos por esse crime, estamos em estado de choque. O casarão é um bem e estava em uma área de tutela, então ele deveria ser preservado” declara a ativista.

Segundo Macedo, a construção tinha entre 120 a 140 anos de idade e foi batizada como Casa da Dona Negrinha por um costume da região. “Todos os casarões da cidade possuem nome de mulheres. Na história oral, conta-se que pelo fato de os homens saírem com frequência e ficarem muito tempo fora, as casas eram conhecidas pelo nome da matriarca da família”, explica a educadora.

 

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