Rede de perfil genético ajuda a elucidar mais de 1,4 mil crimes 

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Um dos casos foi o de Rachel Genofre, estuprada e assassinada em Curitiba, em 2008,  que, após mutirão de coleta de DNA, foi solucionado

 

Comparação entre material genético coletado em cenas de crime e dados da Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública ajudaram a desvendar 1.408 investigações criminais no Brasil, entre 2013 e 2020. Os casos incluem crimes contra a vida, crimes sexuais e crime organizado.

Os dados foram apresentados durante o Fórum Nacional para a Proteção de Crianças e Adolescentes, realizado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, nesta quinta-feira (30).

“A rede foi criada com o objetivo de manter, compartilhar e comparar perfis genéticos para ajudar na apuração criminal e no processo de investigação. Ela também visa dar celeridade na resolução de processos, busca evitar novos delitos, bem como proteger inocentes injustamente acusados”, explicou Ronaldo Carneiro, administrador do Banco Nacional de Perfis Genéticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenador do Comitê Gestor da Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos (RIBPG).

Carneiro deu como exemplo o caso de Rachel Genofre, estuprada e assassinada em Curitiba, em 2008. “Após um mutirão de coleta de DNA de presos em São Paulo, feita por peritos do estado no âmbito do “Projeto de Identificação de Condenados pelo Perfil Genético” desenvolvido pelo MJSP, foi possível identificar o responsável pela morte da menina”, afirmou.

Segundo ele, o resultado foi possível devido à coleta, pela perícia do Paraná, de material genético presente no corpo da vítima. “Desde 2018, são realizados mutirões de coletas que auxiliam no aumento de amostras registradas no Banco”, afirmou.

Com um investimento de mais de R$ 35 milhões no ano passado, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), sob a coordenação da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, contribuiu para quadruplicar o registro de dados no banco nacional. Em novembro de 2018, eram 18 mil. Hoje, são mais de 82 mil registros de material genético coletado de condenados, cenas de crime, restos mortais não identificados e pessoas desaparecidas.

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