Covid-19: servidores do Na Hora denunciam falta de retestagem na categoria

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Brasília (DF), 15/04/20. Coronavírus - PM realiza teste rápido de COVID-19 em policiais da ativa. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Lei local exige que categorias que não puderam aderir ao teletrabalho realizem o exame de coronavírus a cada 15 dias

 

 

O Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta) notificou recentemente a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) sobre uma possível suspensão dos testes para o novo coronavírus. De acordo com a entidade, há vários relatos de profissionais que deveriam ter sido novamente testados nos últimos dias, mas os kits não teriam chegado nas unidades do órgão.

Na última rodada de testes, realizada entre os dias 03 e 05 de junho, 767 servidores foram submetidos ao exame para detecção da Covid-19, nas nove unidades do órgão. Desde então, não houve a realização de novo diagnóstico na categoria, que trabalha diariamente com atendimento ao público.

No documento, a entidade solicita “adotar providências relativamente à realização dos testes diagnósticos aos servidores públicos distritais, em exercício nas unidades do Na Hora, para dar cumprimento às disposições preconizadas na Lei nº. 6.554, de 23 de abril de 2020”.

Clima de preocupação

De acordo com Ibrahim Yusef, presidente do Sindireta, a não testagem, além de descumprir a legislação local, ainda cria um clima de preocupação dentro das unidades do Na Hora. “Não dá para ficar desse jeito com o pessoal trabalhando assustado. A gente precisa lembrar que o ciclo da doença é de 14 dias, então há o risco de gente infectada estar transmitindo o vírus e, com isso, colocando em risco a vida de todos os servidores”, disse Yusef à coluna.

Já para Rennê Leite Carmo de Souza, presidente da Associação dos Servidores e Empregados Públicos do Na Hora (Assosehora), a falta de sinalização do Executivo tem colocado a categoria em alerta.

“A gente achou muito precipitada a reabertura das unidades do Na Hora naquele momento da pandemia e, diante disso, fizemos o teste para voltar ao trabalho. Com a demora para o resultado, muitos servidores testados positivos ficaram trabalhando e expondo outros colegas. A gente está preocupado, porque o governo fez a legislação sobre a retestagem a cada 15 dias e agora o próprio governo não cumpre. E o pior: a curva da doença não está caindo”, disse

A Secretaria de Justiça e Cidadania informou que foram adotadas as medidas necessárias de prevenção contra o coronavírus nas unidades do Na Hora. “Uma das ações foi a testagem prévia de todos servidores e colaborares aptos ao retorno da atividade presencial, entre os dias 3 e 5 de junho. Eles também foram orientados a realizar o exame a cada 15 dias, que está disponível nas 172 unidades básicas de saúde do DF, seguindo os critérios e orientações da Secretaria de Saúde”.

De acordo com a pasta, a segurança contra a Covid-19 também foi reforçada com as seguintes medidas: instalação de placas de acrílico nas mesas de atendimento, reorganização do layout interno das unidades para que a distância mínima seja respeitada, reforço na quantidade de dispensers de álcool gel e na limpeza diária das unidades.

Segundo o órgão, para evitar aglomeração, tem sido realizado o controle do número de pessoas dentro das unidades e não é permitida a entrada de acompanhantes, salvo em hipóteses de extrema necessidade. Para acesso aos postos do Na Hora, é exigido o uso de máscaras e a checagem de temperatura dos usuários, servidores e colaboradores com termômetro infravermelho de testa.

“Mas também é importante que os servidores e colaboradores reforçarem os cuidados de prevenção em casa e no transporte até o trabalho. Além disso, os cidadãos também são orientados a buscar atendimento presencial para demandas urgentes e que não podem ser solucionadas pela internet”, finalizou.

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