Jovem acusa vereador goiano de tentar estuprá-la dentro de gabinete

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Domingos Paula teria levado mulher para comprar tijolos. Na volta, em sua sala, tentou beijá-la à força e exibiu genitália, segundo denúncia

 

O vereador Domingos Paula (PV-GO) foi denunciado por tentativa de estupro e importunação sexual consumada dentro de seu gabinete auxiliar, próximo à Câmara Municipal de Anápolis (GO). A vítima é uma mulher, que contou à polícia ter saído para comprar um milheiro de tijolos com o político nessa quinta-feira (24/06). Depois, o parlamentar a teria levado para uma sala pertencente a ele, na Rua Barão do Rio Branco. Ali, o vereador tentou beijá-la à força e expôs a genitália, segundo o relato da vítima.

Viviane* teria pedido a Dominguinhos do Cedro, como também é conhecido o vereador, para comprar 2 mil tijolos a fim de ela construir um barraco. Por áudio, o parlamentar respondeu que era complicado dar aquele tipo de ajuda, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. Porém, se comprometeu a conversar pessoalmente.

Em 23 de junho, Dominguinhos teria mandado uma mensagem, pedindo que Viviane fosse ao seu gabinete logo nas primeiras horas da manhã seguinte, pois ele lhe doaria mil tijolos. Às 7h55 dessa quinta-feira (24/06), ela avisou que já estava no local. Às 8h18, o vereador respondeu estar chegando.

“Nós fomos à loja e compramos os tijolos. Na volta, ele tentou pegar na minha mão, mas eu puxei. Quando chegamos ao gabinete, ele tentou me agarrar e me beijar. Depois colocou a genitália para fora, eu saí correndo e só conseguia chorar”, conta a mulher.

Desesperada, ela procurou uma amiga, que a orientou a procurar a Polícia Civil do município e denunciar Domingos. As duas foram juntas e registraram o boletim de ocorrência (veja na galeria abaixo). “Eu não sei qual o sentimento. Fiquei em pânico, não quero sair na rua, chorei muito, pois a imagem dele com a genitália de fora me vem à cabeça o tempo todo”, afirma.

Outro lado

Tentamos falar com o vereador, que afirmou não ter conhecimento da acusação e que deveria ter sido notificado antes pela própria polícia ou ainda pela Justiça. Depois, o político não atendeu mais as ligações nem retornou às mensagens da reportagem.

*Nome fictício para resguardar a vítima

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