Academias pedem reabertura gradual do setor após 4,4 mil demissões

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O sindicato das academias encaminhou ao GDF um plano de ação com protocolos que podem viabilizar a reabertura das academias seguindo as recomendações de prevenção à Covid-19

 

 

Entre as medidas de contenção do novo coronavírus proposto pelo Governo do Distrito Federal está a suspensão das atividade em academias. Com as portas fechadas desde 15 de março, o setor sente o impacto no bolso com a redução de quase 40% dos clientes. O cancelamento de planos e a queda no faturamento resultou em 4,4 mil demissões.

Com a flexibilização de alguns setores produtivos, o sindicato das academias (Sindac-DF) solicitou ao governo local a reabertura gradual das academias. Um plano de ação com protocolos de segurança, respeitando as orientações de prevenção à Covid-19, foi entregue no Palácio do Buriti. O objetivo é sensibilizar o executivo sobre a possibilidade de retorno das atividades, sem que afete a saúde da população.
A presidente do sindicato, Thaís Yeleni, afirma que o protocolo de funcionamento segue todas as recomendações feitas pela Organização Mundial da Saúde. “Fizemos um estudo e todos os pontos propostos foram aprovados por infectologistas da Universidade de São Paulo. Pedimos a reabertura das academias, mas com segurança e responsabilidade”, afirma. De acordo com ela, o retorno seria aos poucos com os espaços que podem se adequar às regras.
“Entendemos que a academia é um serviço essencial, que interfere diretamente na saúde das pessoas. Por isso estamos propondo a reabertura”, esclarece. Entre as recomendações propostas para viabilizar o retorno da atividade está o controle do número de clientes, além do aumento da frequência da higienização dos espaços.
 
Confira alguma das recomendações:
Disponibilizar álcool 70% para clientes e colaboradores em todas as áreas da academia (recepção, musculação, peso livre, piscinas, vestiários).
Higienização das áreas com fechamento de, pelo menos, duas a três vezes ao dia para a limpeza geral e desinfecção dos ambientes.
Posicionar kits de limpeza em pontos estratégicos das áreas de musculação e peso livre, contendo toalhas de papel e produto específico de higienização para que os clientes possam usar nos equipamentos de treino, como colchonetes. No mesmo local, deve haver orientação para descarte imediato das toalhas de papel em lixeiras com tampa acionadas por pedal.
Uso obrigatório de máscaras por recepcionistas, professores, equipes de limpeza. Também vale incentivar os clientes a treinar usando máscaras.
Medição da temperatura de todos que entrarem na academia com termômetros do tipo eletrônico. Caso seja apontada uma temperatura superior a 37,8°C, recomenda-se não autorizar a entrada.
Disponibilizar um recipiente de álcool em gel a 70% ao lado da catraca com leitor digital. Além disso, o cliente deve ter a opção de acessar à academia comunicando à recepção o número da matrícula ou CPF.
Limitar a quantidade de clientes com ocupação simultânea de uma pessoa a cada 6,25m².
Delimitar o espaço de treino com fita. Distância de 1,5 m.
Deixar espaçamento de um aparelho de cardio sem uso para outro, fazer o mesmo com os armários.
Bebedouro somente para o uso de garrafas próprias.
Congelamento dos planos para os clientes acima de 60 anos

 

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