“Vou liquidar a mercadoria e fechar”, diz dono de ótica do DF

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Mesmo com a abertura das óticas, não é certo que o mercado volte a funcionar como antes devido à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus

 

“É uma situação de pós-guerra, vamos ter que começar de novo”, afirmou o comerciante José Joaquim dos Santos, da loja Empório Óptica, que reabriu as portas nesta semana depois do novo decreto do Governo Distrital. Há mais de 20 anos no ramo, ele entende que, mesmo com a abertura, não é certo que o mercado volte a funcionar como antes devido à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. “É um começo. Não sei como vai melhorar, mas veio em boa hora”, acredita.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico e Fotográficos do DF, Dinando Ferreira, o nicho empresarial emprega cerca de 10 mil funcionários em 1567 lojas espalhadas pela capital federal. Para ele, a reabertura é sinal de reaquecimento econômico. “Tivemos prejuízos financeiros, mas acho que era necessária fazer a paralisação naquele momento. Não adianta ter emprego se não há saúde. Veio em boa hora. Não temos notícia de muitas demissões no ramo”, comentou. “Estamos satisfeitos porque entendemos que é algo essencial na vida dos brasilienses.”

Segundo Dinando, o foco agora deve ser “correr atrás do que foi perdido” no período em que o setor manteve as portas fechadas. “O risco que oferece à saúde é muito pequeno. Além disso, recomendamos que sejam utilizados os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para que ofereçamos segurança para quem chega nas lojas também”, ressalta. “É a possibilidade de uma quarentena com mais conforto, com uma visão melhor”, declara.

No entanto, para José dos Santos, o período em que passou com a loja fechada foi de dificuldade e estratégias duras tiveram de ser tomadas para não perder o negócio. “Perdi alguns funcionários, precisei suspender os contratos e ainda negociar o aluguel. Com o fornecedor, estou pagando o que dá para pagar”, conta José dos Santos. Segundo ele, também precisou abrir mão de um dos estabelecimentos em que mantinha a venda de lentes e armações, ao lado da loja principal, na 514 Sul.

“Vou liquidar a mercadoria e fechar”, disse. Sobre a possibilidade de contratar novamente os funcionários que perdeu neste novo momento, ele afirma que ainda é cedo e que “é preciso que negociar”. Para o dono da loja, o comércio não apresenta riscos à saúde pública e, portanto, poderia ter mantido as portas abertas. “Óticas que não recebem grande quantidade de pessoas, não deveria nem ter fechado. As pessoas precisam enxergar. Se abriu eletroeletrônico e móveis, tínhamos que abrir também”, opinou.

“É uma situação de pós-guerra, vamos ter que começar de novo”, afirmou o comerciante José Joaquim dos Santos, da loja Empório Óptica, que reabriu as portas nesta semana depois do novo decreto do Governo Distrital. Há mais de 20 anos no ramo, ele entende que, mesmo com a abertura, não é certo que o mercado volte a funcionar como antes devido à crise gerada pela pandemia do novo coronavírus. “É um começo. Não sei como vai melhorar, mas veio em boa hora”, acredita.

De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico e Fotográficos do DF, Dinando Ferreira, o nicho empresarial emprega cerca de 10 mil funcionários em 1567 lojas espalhadas pela capital federal. Para ele, a reabertura é sinal de reaquecimento econômico. “Tivemos prejuízos financeiros, mas acho que era necessária fazer a paralisação naquele momento. Não adianta ter emprego se não há saúde. Veio em boa hora. Não temos notícia de muitas demissões no ramo”, comentou. “Estamos satisfeitos porque entendemos que é algo essencial na vida dos brasilienses.”

Segundo Dinando, o foco agora deve ser “correr atrás do que foi perdido” no período em que o setor manteve as portas fechadas. “O risco que oferece à saúde é muito pequeno. Além disso, recomendamos que sejam utilizados os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para que ofereçamos segurança para quem chega nas lojas também”, ressalta. “É a possibilidade de uma quarentena com mais conforto, com uma visão melhor”, declara.

No entanto, para José dos Santos, o período em que passou com a loja fechada foi de dificuldade e estratégias duras tiveram de ser tomadas para não perder o negócio. “Perdi alguns funcionários, precisei suspender os contratos e ainda negociar o aluguel. Com o fornecedor, estou pagando o que dá para pagar”, conta José dos Santos. Segundo ele, também precisou abrir mão de um dos estabelecimentos em que mantinha a venda de lentes e armações, ao lado da loja principal, na 514 Sul.

“Vou liquidar a mercadoria e fechar”, disse. Sobre a possibilidade de contratar novamente os funcionários que perdeu neste novo momento, ele afirma que ainda é cedo e que “é preciso que negociar”. Para o dono da loja, o comércio não apresenta riscos à saúde pública e, portanto, poderia ter mantido as portas abertas. “Óticas que não recebem grande quantidade de pessoas, não deveria nem ter fechado. As pessoas precisam enxergar. Se abriu eletroeletrônico e móveis, tínhamos que abrir também”, opinou.

Foto: Vítor Mendonça

Ildérico Nascimento, gerente da ótica Vouriques, loja vizinha a de José dos Santos na 514 Sul, ainda tem dúvidas de como fará a reabertura do comércio. “Não sabemos quais as determinações de horário, por exemplo. Ainda aguardo uma resposta oficial quanto a isso.” Segundo ele, que há mais de 15 anos está neste ramo, a saúde é outro fator importante para se manter o negócio aberto. “Além de ajudar os pacientes da área oftálmica, há a questão de manter o emprego dos funcionários”, acrescentou.

Os óculos, lentes e armações chegam higienizados ao local, mas, segundo Ildérico, os cuidados dentro da loja serão redobrados. “Vamos manter um padrão mais reforçado na limpeza dos materiais e com os clientes. Temos álcool em gel e estaremos usando máscaras, mas o bom é que não há aglomerações como podem acontecer em outros comércios e podemos agendar e marcar horários de encontro”, ponderou.

Tanto Ildérico quanto José receberam mensagens de clientes perguntando se haveria a possibilidade de realizar algum procedimento de ajuste ou de receber alguma encomenda de lente e armação feita antes do decreto para o fechamento do comércio no DF. “Não podíamos dar o suporte e pedimos para aguardar. Ficamos de avisar quando tivéssemos alguma novidade”, explicou Ildérico. José ainda conseguiu fazer alguns “bicos” mais simples à distância.

Mais do que não envolver aglomerações, para o oftalmologista Adriano Rocha, médico na Oftalmed, as óticas também estão relacionadas à área da saúde. “A abertura foi super importante, porque existem pessoas com graus muito elevados de miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Não adianta nada fazer a consulta e não conseguir fazer os óculos”, afirmou o especialista. Segundo ele, é necessário que muitos tenham boas condições para enxergar a fim de realizar trabalhos em casa ou completar tarefas do dia a dia, como ir ao mercado ou dirigir um carro. “É uma questão de segurança também.”

De acordo com o médico, um de seus pacientes precisou do serviço de alguma ótica enquanto o comércio ainda estava fechado, uma vez que o óculos dele havia quebrado. O homem em questão tem 10 graus de miopia e chegou a perguntar se o especialista tinha conhecimento de alguma loja que estava aberta.

“Ele é totalmente dependente do óculos”, disse o oftalmologista, que precisou resolver o problema de outra maneira. “Para ele não ficar sem o óculos, peguei um modelo de teste de lente, com um grau mais ou menos parecido com o dele e recomendei que usasse enquanto as lojas não abrissem. Até para vir para a consulta ele precisou de ajuda. Também não são todos que se adaptam com as lentes de contato”.

Sobre a nova abertura, o GDF afirmou em nota que “a retomada da atividade econômica está fundamentada em dados técnicos”. “Todo o planejamento foi feito há um mês, quando teve início o enfrentamento da Covid-19. Portanto, as ações estão sendo executadas no tempo previsto”, afirma. Ainda segundo a nota, baseando-se no secretário de Economia André Clemente, as decisões podem ser revogadas e o GDF voltar atrás e suspender as atividades novamente, “caso venham causar algum risco à população”, finaliza.

 

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