Atividades on-line são alternativa para os alunos manterem ritmo de estudo

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Escolas têm adotado ensino a distância para estudantes não perderem conteúdos durante suspensão das aulas

 

 

Na última quinta-feira (19), um novo decreto do governador Ibaneis Rocha prorrogou a suspensão das aulas em todas as escolas, universidades e faculdades do Distrito Federal até 5 de abril, como forma de conter o avanço do novo coronavírus. Assim, as instituições que optaram por não antecipar férias estão se adaptando para que alunos não percam o ritmo de estudos.
É o caso da Rede de Ensino Elite. Valéria Miranda, 46 anos, é coordenadora pedagógica da unidade do Guará (DF) e conta que a instituição disponibilizou atividades e aulas on-line para estudantes do ensino infantil ao médio. “Para os alunos do ensino médio, a escola tem uma plataforma virtual que era utilizada antes (da suspensão das aulas). Já para o ensino fundamental 1 e 2, estamos enviando por e-mail atividades e links de videoaulas feitos pelos professores”, relata.
Lúcia Santos, diretora executiva da Casa Thomas Jefferson, conta que, além de a instituição ter adaptado as aulas para a internet, ela disponibiliza gratuitamente a plataforma Thomas Open Resources. “Trata-se de um recurso gratuito, aberto para o público, destinado a quem quer entrar em contato de forma divertida com a língua inglesa. Compilamos uma série de atividades, jogos e vídeos para todos os nossos cursos e estamos compartilhando com o mundo inteiro”, conta.
Para ela, o retorno tem sido positivo. As atividades do Thomas Open Resources receberam mais de 4 mil acessos só nesta quinta-feira (16). “Nossas aulas on-line não são apenas videoaulas: os alunos podem interagir e conversar com professores e outros colegas de classe durante as explicações”, relata Lúcia.
“A participação precisa ser mais intensa no caso de crianças pré-alfabetização”, reforça Sonia. Além disso, o tempo precisa ser muito bem mensurado e planejado. “O tempo de atenção para uma atividade a distância é diferente de uma atividade presencial. Não dá para o estudante ficar quatro ou cinco horas ininterruptas na internet”, adverte.

Apreensão para o vestibular

Letícia Serena, 18 anos, é pré-vestibulanda de medicina no cursinho Exatas. Para ela, a maior dificuldade da mudança de atividades presenciais para virtuais é manter a rotina e o ritmo de estudos. “Com a família em casa, as distrações são maiores, tem muita conversa. Estou acostumada com a baia do cursinho”, conta. “Tenho preferido estudar mais cedo, das 7h às 9h, ou à noite, das 21h às 23h, pois são os horários mais tranquilos”, acrescenta. Letícia acredita que, caso a situação não se resolva logo, será prejudicada nos vestibulares que se aproximam: “Meu desempenho vai diminuir”.
Nesse contexto, a coordenadora Sonia Dias aconselha que alunos do ensino médio, junto aos professores, utilizem a criatividade. “É preciso pensar em atividades bem planejadas para que eles continuem aprendendo os conteúdos que estavam trabalhando em sala de aula”, explica. “É preciso minimizar a perda que o aluno tem em relação à aula presencial. Todos nós seremos impactados, mas precisamos trabalhar para minimizar esse impacto.”

Portaria do MEC

Na terça-feira (17), o Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União, a portaria n° 343, liberando nas instituições de ensino superior a substituírem as aulas presenciais pela modalidade a distância por até 30 dias. De acordo com o texto, “será de responsabilidade das instituições a definição das disciplinas que poderão ser substituídas, a disponibilização de ferramentas aos alunos que permitam o acompanhamento dos conteúdos ofertados bem como a realização de avaliações durante o período da autorização”.
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