Linhas da psicologia analisam mente humana de forma diferente

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Psicologo explica que todas as teorias são aptas para tratar qualquer transtorno ou distúrbio utilizando caminhos e ferramentas distintos

 

As diferentes linhas de psicologia entendem a mente humana de maneira diferente. “Cada uma trabalha ferramentas e caminhos distintos para um mesmo objetivo: ajudar o paciente”, afirma o psicólogo Yuri Busin, diretor do Casme (Centro de Atenção à Saúde Mental – Equilíbrio).

Todas as linhas são capazes de tratar qualquer distúrbio ou transtorno, e a escolha deve ser feita com base na preferência do paciente. Busin recomenda que o mais interessante é marcar uma consulta para tirar as dúvidas.

Ele alerta ainda que é importante procurar um psicólogo ou um psicoterapeuta. “Muitas pessoas não sabem a diferença. Terapeutas, apenas, não se formaram em um curso de psicologia e não respondem à um conselho que determina um código de ética”, afirma.

O curso de psicologia dará noções mais amplas de todas as linhas teóricas, de anatomia e dos transtornos psicológicos para o profissional. Para Busin falta regulamentação para coaches e terapias alternativas.

O psicólogo explica que todas as linhas tentam entender por que agimos da maneira que agimos, para que agimos de tal maneira e como podemos solucionar os problemas. Cada linha tem um enfoque um pouco maior em cada questão, mas sem deixar as outras sem respostas.

Ele lembra que a psicologia não é uma ciência exata e que não existem fórmulas mágicas para responder as perguntas. “O trabalho do psicólogo muitas vezes é o de um artesão. Nós temos as teorias como ferramentas”, afirma.

Psicanálise

Traumas de infância são investigados na psicanálise

Pixabay

Essa é a linha mais conhecida de psicologia, isso pois foi a formulada por Sigmund Freud, considerado o pai da psicologia. Essa linha acredita que existe uma parte inconsciente da mente e estuda essa parte.

Busin explica que nessa linha o trabalho é feito com intenção de entender os traumas de infância que foram deixados no inconsciente e afetam a vida cotidiana. A consulta é feita com o divã, para que o paciente tenho o menor contato possível com o psicólogo.

O psicólogo é apenas um guia e fala muito pouco. O paciente faz as próprias associações sozinho. Nessa linha o foco é entender o porquê.

Análise Jungiana

Essa linha foi desenvolvida por um discípulo de Freud, Carl Gustav Jung. Ele expandiu a teoria e criou conceitos novos, como o inconsciente coletivo.

Jung utilizava formas mais artísticas como forma de projeção do inconsciente como argila, desenho e até uma caixa de areia utilizada para montar cenários com miniaturas.

Na consulta, o psicólogo mantém contato visual com o paciente e pode falar mais do que na psicanálise. As formas artísticas podem ser utilizadas como ferramentas, principalmente em consultas com crianças.

Busin explica que essa linha também acredita no inconsciente, mas é mais simbólica. Aqui o foco está em entender para que fazemos o que fazemos.

Behavorismo e terapia cognitivo-comportamental

As duas linhas são muito parecidas e levam em consideração o comportamento do paciente diante das situações. A diferença é que a terapia cognitivo-comportamental considera, também, os pensamentos, ou seja, como o paciente processa a situação.

Busin explica que a consulta tem mais interferência do psicólogo. “É uma conversa e o profissional tem liberdade de propor coisas para o paciente, não escolher. Nenhuma linha de terapia toma decisões pela pessoa, mas propõe tarefas e atividades”, explica.

Nessa linha o foco está em descobrir como solucionar os problemas.

Psicologia positiva

Segundo Busin, a psicologia positiva é uma linha mais recente e quem tem ganhado notoriedade recentemente. “Ela propõe práticas como a gratidão e o mindfulness (atenção plena), que, infelizmente, foram conceitos banalizados”, afirma.

Essa linha tem um movimento contrário às outras linhas. “As outras focam no sofrimento. Essa estuda, além do negativo, os sentimentos positivos. O que te faz bem e como fazer para você se sentir bem”, afirma.

Assim como na terapia comportamental a consulta também é uma conversa com o psicólogo.

Psicodrama

O psicodrama é uma linha de terapia que encena situações vividas pelo paciente. Muitas vezes essa linha é utilizada como ferramenta por psicólogos que seguem outras linhas teóricas. Através do teatro o paciente consegue ver a situação de outros ângulos e se colocar no lugar do outro.

Quando utilizada como linha teórica normalmente as consultas são em grupo em que cada participante faz o papel de uma pessoa da situação.

Além dessas, existem muitas outras linhas de psicologia e derivações de cada teoria.

Alguns profissionais mais ortodoxos em relação à linha que escolheu seguir, outros são mais flexíveis. O mais importante é encontrar um psicólogo com o qual você se identifique, aconselha o profissional.

 https://yuribusin.com.br

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