Como se preparar para os concursos de 2020 em seis passos

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Saiba como ter um planejamento que funciona independentemente se você é um concurseiro novato ou experiente

 

O início do ano é o momento mais propício para montar ou revisar o plano estratégico de se tornar servidor público. Antes de começar os estudos é dever do concurseiro fazer ponderações para definir uma estratégia de ação e, assim, otimizar o uso de recursos como tempo, dinheiro, energia física e emocional. É dessa maneira que será possível estipular um direcionamento mais assertivo, o que significa gerar mais resultados em menos tempo.

A recomendação vale tanto para candidatos iniciantes, que tomaram a decisão de construir uma carreira pública, quanto para os veteranos, que estão há mais tempo na jornada. Depois de um hiato de mais de cinco anos, as previsões de retomada das grandes seleções a partir deste ano são mais otimistas.

Sendo assim, ainda que não existam definições suficientes para acalmar os ânimos e a ansiedade dos concurseiros, há muito o que pode ser feito com a preparação antecipada, transformando a aprovação em uma questão de tempo. Afinal, ao candidato só cabe cuidar de estar competitivo e deixar que o governo e as bancas organizadoras determinem os calendários.

A coluna Vaga Garantida preparou uma lista com os seis passos mais importantes a serem tomados para gerar os diferenciais necessários dentro do propósito de assumir a autorresponsabilidade da aprovação. Confira:
Passo 1: faça a avaliação dos objetivos

Antes de começar a andar, é preciso definir para onde ir. Sem uma direção, qualquer esforço perde o efeito e não gera os resultados desejados. É assim com a vida e é assim com os concursos.

O processo seletivo para cargos públicos é um meio para a construção de uma carreira e não um fim. Pesquisar sobre os cargos, se informar sobre as funções e as atividades para saber com a qual se identifica e terá satisfação em contribuir é, sem dúvida, o primeiro passo. Só depois o levantamento ganha corpo com os benefícios, a remuneração e o local de trabalho como filtros para a apuração final.

Essa tarefa pode levar algum tempo, aspecto que deve ser respeitado. Afinal, as horas de dedicação devem ter uma motivação verdadeira, ainda que temporária ou de trampolim para outros objetivos futuros. Se houver dificuldade nessas definições, ter a ajuda de um coach ou um mentor pode acelerar o processo.
Passo 2: investigue os concursos previstos

A partir da identificação do cargo ou grupo de cargos que atendem às necessidades e aos anseios é que o candidato passa à etapa seguinte: saber quais as perspectivas de oferta de vagas. É importante resistir à tentação de escolher um concurso porque está com edital divulgado ou inscrições abertas, principalmente se não atendem à avaliação do passo anterior.

Nem toda a chance é oportunidade. Nem todo concurso serve. A habilidade de escolher ao invés de ser escolhido pelo oportunismo momentâneo é um grande diferencial dos concurseiros que passam pouco tempo sob esse título.

Passo 3: monte sua estratégia de estudos

A estratégia de estudo tem início com o montante de disciplinas conhecido no passo dois. Ele pode vir de um ou mais editais de referência de seleções anteriores. Com essas informações, é montado um quadro comparativo com todos os itens. Melhor ainda se for feito em forma de planilha para adicionar informações relevantes no futuro, como o controle de estudos e revisões.

Entretanto, ainda não é hora de começar os estudos. Dois pontos precisam ser atendidos: saber a bagagem trazida a esse momento e definir qual estratégia inicial de aprendizagem será adotada. No primeiro ponto, um simulado com todos os itens do edital personalizado será suficiente. É outra tarefa que demanda paciência e dedicação do concurseiro. Para reduzir o volume, o simulado deve ser feito pelo menos com as disciplinas com que se teve contato anteriormente, ainda que não tenha sido por meio de concursos.

Esse trabalho, ignorado pela maioria dos candidatos, é determinante para a geração de resultados – no caso, aprender e memorizar os conhecimentos – e da otimização do projeto de aprovação.

É também nesse passo que se identifica onde é recomendado pedir ajuda, seja para aprender e definir os formatos dos conteúdos, seja para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como foco, determinação e memorização.

Sabendo quais são os recursos existentes e os necessários, é a hora de estabelecer os investimentos. Na lista de itens básicos estão os materiais de estudo – cursos, banco de questões e materiais de papelaria – e os avançados – coaching, mentoria, acompanhamento psicológico.

Infelizmente, a maioria dos concurseiros começa por esse passo e se limita aos investimentos básicos, sem saber como lidar com eles. Em pouco tempo os primeiros sinais da escolha equivocada aparecem: falta de motivação, cansaço, estresse e muita ansiedade.

Não são só os recursos financeiros que devem ser levados em conta. Há também as dedicações emocional, intelectual e de tempo. Cada um desses pontos precisa ser avaliado. Se não houver um motivo consistente, muitos dias de estudo serão perdidos. Se não houver vontade de aprender, os prejuízos aparecerão rapidamente. E se há muitos compromissos já assumidos, sentar e estudar vai ser um transtorno ao invés de um investimento.

Passo 5: organize o ambiente de estudo

Criar um ambiente propício para aprendizagem colabora para a jornada do concurseiro. Há várias opções: o canto de uma sala, um quarto inteiro, uma cabine alugada ou uma biblioteca. Os requisitos a serem atendidos é a disponibilidade de uma boa iluminação, uma mesa e uma cadeira adequadas e a acessibilidade aos materiais necessários.

Não é preciso dispor de uma única opção, a variação é algo benéfico para boa parte dos candidatos. Os princípios do minimalismo, sem excesso de objetos, lembretes e anotações expostas são recomendados.

O local escolhido colabora para o simbolismo do compromisso de estudar e se dedicar ao projeto de ser servidor público. De igual maneira, a organização dos materiais físicos e digitais.

Passo 6: monte a agenda de estudos

Seguindo os passos seguintes chega o momento de criar uma agenda de estudos. Estando consciente do tempo disponível, é possível montar uma grade de referência, aquela que, em dias rotineiros poderá ser cumprida sem grandes imprevistos. A escolha dessas lacunas será determinada a partir das funções exercidas no trabalho, em casa, com a família e outras atividades.

Os espaços vagos serão preenchidos em tempos de no máximo duas horas com intervalos. Outra opção é usar a estratégia conhecida como Pomodoro, com turnos de 25 minutos e intervalos de cinco minutos. O nível de complexidade e o perfil das disciplinas deve ser alternados ao na distribuição em cada momento de estudo para potencializar a disposição do candidato em aprender e minimizar o desgaste.

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