Rússia anuncia que desenvolveu mísseis hipersônicos

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“É um sistema de mísseis intercontinentais, não balístico. É a arma absoluta”, disse o presidente do país em junho de 2018

 

 

Moscou – O exército russo anunciou, nesta sexta-feira (27), a entrada em operação de sua primeira bateria de mísseis hipersônicos Avangard, uma das novas armas desenvolvidas por Moscou e classificadas pelo presidente Vladimir Putin de “praticamente invencíveis”.
Esse sistema faz parte de uma nova geração de mísseis capazes, segundo Moscou, de atingir um alvo em quase qualquer lugar do mundo e de penetrar todos os escudos antimísseis existentes atualmente.
“O ministro da Defesa, Serguei Shoigu, informou ao presidente Putin sobre a entrada em operação do primeiro regimento equipado com os novos sistemas estratégicos Avangard”, afirma o ministério em um comunicado citado pelas agências de notícias russas.
Shoigu parabenizou os militares russos, elogiando “um evento fantástico para o país e para as forças armadas”. Em dezembro de 2018, o exército russo anunciou que o primeiro sistema de mísseis Avangard seria implantado na região de Orenburg, nos Urais.
Vladimir Putin revelou orgulhosamente em março de 2018 uma nova geração de mísseis russos, sendo o primeiro a entrar em operação o Avangard, que, de acordo com Moscou, voa a uma velocidade Mach 20 e é capaz de atingir 27 Mach, ou seja, 27 vezes a velocidade do som e mais de 33.000 quilômetros por hora.
Ele também é capaz de mudar de direção e altitude, tornando-o “praticamente invencível”, segundo o presidente russo. Putin comparou os mísseis Avangard, testados com sucesso em dezembro de 2018 com um alcance de 4.000 km, “à criação do primeiro satélite artificial da Terra”, uma referência ao Sputnik lançado em 1957, que simbolizava o progresso tecnológico da União Soviética em relação aos Estados Unidos durante a Guerra Fria.
“É um sistema de mísseis intercontinentais, não balístico. É a arma absoluta”, disse Putin em junho de 2018. “Não acredito que algum país terá essa arma nos próximos anos. E nós já a temos”, acrescentou, num momento em que as relações de Moscou com os países ocidentais encontram-se tensas.
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