PCDF investiga coronel reformado por esquema com armas de fogo

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Coronel reformado é acusado de aplicar golpe de estelionato em vendas de armas para pelo menos 38 pessoas

 

 

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga um coronel reformado da Polícia Militar por estelionato em vendas de arma de fogo. O homem de 58 anos, proprietário de uma empresa de aulas de segurança e tiro em Taguatinga, teria vendido ao menos 50 armas para 38 pessoas, sem fazer a entrega da mercadoria.
As investigações começaram há aproximadamente cinco meses, quando pessoas que adquiriam as armas o denunciaram à Polícia Civil. Elas afirmaram que não receberam os projéteis mesmo depois de terem efetuado o pagamento, e que teriam recebido ameaças do coronel reformado para não o denunciarem. O esquema movimentou cerca de R$ 200 mil. Cada arma estaria à venda pela faixa de preço de R$ 4 mil a R$ 6 mil.
“Ele prometia que entregaria as armas, mas não entregou. Algumas armas que ele conseguiu ele pode ter comercializado de forma clandestina, por terem sido encontradas nas mãos de terceiros. A gente não pode confirmar que essa venda, mas há a suspeita”, explica o delegado responsável pelas investigações, Rodrigo Carbone.
O acusado teria justificado que as armas encontradas com outras pessoas foram devido a um furto à empresa comandado pelo militar. Há um boletim de ocorrência aberto pelo acusado que indica o roubo a loja, mas a polícia ainda trabalha com a possibilidade de revenda.
A PCDF batizou a operação como Crassus e cumpriu três mandados de busca e apreensão. Um na loja e outros dois nas residências do acusado e dos filhos dele, em Águas Claras. Dois filhos do homem também são investigados por serem sócios da empresa.
Foram apreendidos máquinas de cartão, livros contábeis, caixas vazias de armas de fogo, cápsulas de armas de fogo deflagradas, celulares, pen drives e documentos em geral. Não havia nenhuma arma durante as buscas.
A empresa da família está fechada devido à investigação. O coronel reformado vai responder por estelionato às 38 pessoas e, possivelmente, por associação criminosa se comprovado comércio ilegal de arma de fogo. A Justiça proibiu qualquer contato por parte dele com as 38 pessoas que fizeram as denúncias.
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