Festival premia curta do Cemi Gama sobre racismo

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Nesta segunda-feira (25) foram premiados os estudantes do ensino médio. Os alunos produziram 2.420 filmes. Vencedores nas categorias Melhor Ator, Melhor Atriz e Direção receberam bolsa de estudos

 

 

A 5ª edição do Festival de Curtas das Escolas Públicas do Distrito Federal teve início nesta segunda-feira (25) com a apresentação de 15 produções do ensino médio. Os curtas concorreram nas categorias roteiro, direção, fotografia, montagem, desenho de som, ator, atriz, abordagem do tema e melhor filme escolhido pelo júri popular e comissão julgadora. Campeão deste ano, Eu queria ser branco… queria!, dos estudantes do Centro de Ensino Médio Integrado do Gama, repercutiu o racismo e tentou captar a visão dos alunos em relação à própria cor.

“Já estávamos trabalhando a questão da consciência negra em sala de aula. Então, levamos o nosso trabalho para outra escola para perceber como os estudantes reagiriam. Um garoto contou sobre o preconceito que sofria na escola e que outras crianças só brincariam com ele se pintasse o próprio corpo. Ficamos chocados e tentamos mostrar que esse tipo de depoimento pode vir de qualquer ambiente, não somente na escola”, ressaltou a diretora do curta, Adrielle Gomes Dantas, estudante do 3º ano do ensino médio.

O melhor curta desta edição foi produzido em um mês, ainda em 2018, a sete mãos, para o Curtas Conscientes, projeto do Cemi Gama. Ao receber a premiação, os estudantes garantiram que o interesse nas artes não é somente pela nota final, mas pela oportunidade de usar o que aprendem na escola para fazer uma transformação na sociedade.

Entre 2.420 produções, o melhor curta escolhido pelo júri popular foi Oco, do Centro de Ensino Médio Elefante Branco, com 13% dos votos (336). Ator e editor do vídeo, Bernardo Ocker Pozza, do 2º ano, garantiu que as três horas por dia de produção foram bem investidas para ele e todo o grupo formado por cinco pessoas. “Nosso filme fala sobre os sentimentos e emoções dos adolescentes”, contou.

Bolsas
Como premiação, o Centro Universitário Iesb, parceiro do Festival de Curtas, entregou bolsas de 100% para o melhor ator, melhor atriz e direção. Os dois primeiros em artes cênicas e o último, no curso de cinema. Os melhores roteirista e montador receberam 50%, cada, de bolsa também para cursar cinema e a melhor fotógrafa ganhou 50% para o curso de fotografia. As bolsas serão asseguradas para os estudantes que ainda vão cursar o ensino médio.

Jaqueline Moura, do 2º ano do CED São Francisco, em São Sebastião, foi a campeã nos cliques, o que rendeu o prêmio de melhor fotografia desta segunda-feira. O trabalho da estudante, que também dirigiu o curta, foi supervisionado pelo educador social Leandro Souza. A parceria apresentou a liberdade da escola que eles querem, sem repressão ou padronização de pensamento. “Decidimos o tema juntos, La Liberté. Vamos levar a experiência para ajudar os colegas no próximo ano”, comemorou.

O tema principal do ano, mas não obrigatório às produções, foi “A escola que temos, a escola que queremos”. A melhor abordagem ficou com o Setor Leste, em A escola libertária. A ideia do festival era abordar o pensamento crítico a partir das obras e as multidimensões pedagógicas do cinema.

“A escola que queremos é a escola que acolhe, é a escola que ensina e, sobretudo, a escola que inclui. Esse evento mostra, naturalmente, que cinema não é apenas diversão. É uma indústria, uma profissão, e nós podemos aprender muito, conhecer pessoas, novas técnicas. Eventos como esse, a Secretaria de Educação irá sempre apoiar e incentivar”, garantiu o secretário de Educação, João Pedro Ferraz.

Vencedores na categoria Ensino Médio

Categoria Filme Aluno/Escola
Melhor filme Eu Queria ser branco… Queria CEMI – Gama
Melhor direção Goles de Vida Anna Perpétuo Dettmar
Melhor abordagem do tema A Escola Libertária Setor Leste
Montagem Caverna Thiago Gomes
Fotografia La Liberté Jaqueline Moura
Atriz Oco Briza Mantzos
Ator TCBD João Gabriel Silva
Desenho de Som Apenas um Sonho Caio Rodrigues da Silva
Roteiro Garota Espirro Emanoelly Matos Pereira
Júri popular Oco Elefante Branco

*Com informações da Secretaria de Educação

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