Em live no Facebook, Bolsonaro critica veículos de comunicação

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Presidente voltou a criticar a reportagem que revela que o nome dele apareceu no processo que investiga morte de Marielle Franco

 

De volta ao Brasil, depois de viagem ao Oriente Médio, o presidente Jair Bolsonaro retomou a rotina de lives no Facebook. Na noite desta quinta-feira (31/10), o chefe do Executivo aproveitou para fazer mais críticas à TV Globo, que esta semana divulgou que o nome do presidente foi citado no processo que investiga a morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco.

Na visão do presidente, a emissora não agiu corretamente ao tornar públicas as informações. “Meu advogado foi chamado meia hora antes. Um jornalismo canalha, sem escrúpulos. Eu desafio vocês a me convidarem para falar por 10 minutos”, se dirigiu à emissora.  “A mordomia que vocês tinham no passado não vai ter mais. Dinheiro público não é para dar para vocês. Eu teria vergonha de anunciar qualquer coisa na Globo. Olha o padrão das novelas. Em 2022, temos um encontro na renovação da concessão. Não é perseguição. Não vou passar a mão na cabeça de vocês”, continuou.

E aproveitou para também atacar a Folha de S.Paulo. “Determinei hoje que seja cancelada a assinatura da Folha aqui no poder Executivo. Não vamos mais gastar dinheiro com esse tipo de jornal. Quem quiser que compre na Rodoviária”, disse. O jornal foi responsável por divulgar reportagem sobre a suposta funcionária fantasma do gabinete de Bolsonaro, como ele próprio relembrou.

Sobre a live realizada logo após a reportagem no Jornal Nacional de terça-feira (29/10), quando ainda era madrugada no Oriente Médio, Bolsonaro se limitou a dizer que  “foi de improviso”.

Mais ataques a Witzel

De acordo com o presidente, ele já tinha conhecimento do conteúdo do processo da Marielle  desde 9 de outubro, quando o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, revelou o conteúdo da investigação. De acordo com o presidente, teria sido ele que revelou as informações sobre o processo. “Ele botou na cabeça que quer ser  presidente da República. Ele botou na cabeça que tem que me destruir. Podia fazer uma carreira bonita. Se acha o gostosão. Saltou na ponte Rio-Nitórei quando o sniper matou o sequestrador do ônibus, vibrando, agindo como criança”, criticou.

 

 

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