GDF reformula projeto e quer levar VLT até o Noroeste

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Ibaneis diz que lançará parceria público-privada para colocar o Veículo Leve sobre Trilhos em funcionamento

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) decidiu retomar o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) dentro de uma parceria público-privada (PPP). Segundo o governador Ibaneis Rocha (MDB), o edital de licitação será lançado ainda no segundo semestre deste ano. A princípio, pelo menos 11 empresas manifestaram interesse no empreendimento.

De acordo com o governador, a iniciativa foi completamente remodelada. Nessa terça-feira (30/07/2019), o GDF assinou o distrato do projeto anterior com a Caixa Econômica Federal (CEF). A decisão foi tomada após a União negar pedido de reconsideração do governo local para devolver R$ 26 milhões, antes destinados ao VLT.

A linha do novo VLT sairá do Aeroporto JK na direção do terminal da Asa Sul, próximo da 1ª Delegacia de Polícia. O transporte seguirá pela W3 Sul e W3 Norte. Nesta fase inicial, os trilhos acabam no Noroeste. “É um projeto precisa acontecer. Não aquele do passado”, pontuou Ibaneis. Por enquanto, o governo não tem os valores do projeto consolidados. Pelo planejamento de Ibaneis, as obras do VLT começarão no início de 2020.

Cronograma de privatizações

Além do VLT, o GDF pretende soltar outros dois editais para as privatizações das Companhia Energética de Brasília (CEB), de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e do Metrô antes do final de 2019. Para cumprir este cronograma, o Palácio do Buriti fechou um parceria com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar concessões.

No caso de CEB, Caesb e Metrô, o BNDES assumirá um papel estratégico no projeto de privatizações. “Eu quero o BNDES como o agente financeiro que vai organizar todas essas privatizações”, afirmou. Ficará sob responsabilidade do banco bater o martelo para a eventual contratação de empresas e instituições financeiras durante o processo de concessão.

“E interessante é que, com os contratos assinados, nós vamos poder fazer os aportes financeiros, por meio do BNDES, algumas antecipações, para melhorar a qualificação da empresa em relação às suas dívidas”, acrescentou Ibaneis.

Desta forma, o GDF poderá sanar dívidas mais caras (com juros mais altos) e diminuir os débitos das estatais na praça. “Isso vai aumentar o valor de mercado. Nós sabemos que a CEB já conseguiu ter um bom valor de mercado por conta dos passos que nos iniciamos”, citou.

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