Inverno: frio deve se intensificar nos próximos dias

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A estação que está por vir divide opiniões entre brasilienses. O tempo seco e frio deve se intensificar nos próximos dias

 

O inverno chega oficialmente em 21 de junho, mas os brasilienses já percebem a proximidade da estação mais fria do ano. As manhãs geladas têm feito os moradores da capital tirarem os casacos do guarda-roupa. O último sábado (8/6), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), registrou o período mais frio do ano até agora, com 10,6 ºC, durante a madrugada. Temperatura semelhante à que havia sido registrada em 25 de maio — 10,9 ºC.

Para ajudar a espantar o frio, Izabel ainda intensifica a rotina de exercícios físicos e vai passar a ir mais à academia e, de segunda a sexta-feira, prefere descer nas paradas de ônibus distantes do trabalho, para caminhar um pouco mais. “Acho que ajuda bastante também a gente se movimentar. Apesar de não gostar do clima, acredito que este ano fará mais frio do que no ano passado, infelizmente”, opina a analista.

Nascida na capital do sol, Fortaleza, a assistente administrativa Luzia Uchôa, 53, lembra que, quando chegou ao DF, sofreu com a diferença climática. Por isso, desde que os sinais de frio começaram a aparecer, no início do mês, ela se agasalha bem para sair de casa, em Samambaia Sul, e ir ao trabalho, no Setor Bancário Norte. “Eu não gosto desse clima e ainda não me acostumei. Por enquanto, ainda está bom, mas estou com medo do que nos aguarda nos próximos dias”, relata.

Diferentemente da nordestina, a copeira Cleia Rodrigues, 36, não via a hora de o frio chegar para colocar em prática a programação para a estação: sofá, pantufa e filmes e séries. “O clima fica muito mais agradável para fazer tudo. A gente que mora em Brasília já está acostumado a receber todas as estações. Passamos pelo calor, chuva e agora é o frio. Não me incomoda nem um pouco”, garante.

O operador comercial Gabriel Gonçalves, 24, também prefere o frio. Para ele, o clima fica mais agradável, apesar da seca e das dificuldades respiratórias que sofre devido à asma. “Uso mais a minha bombinha, jaquetas e blusa de frio”, conta. No entanto, ele não acredita que o inverno seja mais intenso que nos anos anteriores. “Acredito que a situação será inversa. Vai ficar cada vez mais seco, mais quente.”

Clima

A professora de geografia da Universidade de Brasília (UnB) Ercília Steinke explica que, na região Centro-Oeste, de forma geral, o inverno predomina uma massa de ar seca, devido à falta de nuvens, o que causa a perda rápida do calor e, por isso, as noites costumam esfriar bastante. “A massa fria avança do Sul ao Centro-Oeste. Isso torna o clima da nossa região diferente das outras. No Sul, não tem estação seca, no Nordeste, agora, chove e, na Amazônia, região Norte, chove sempre e tem umidade do ar alta”, esclarece.

A previsão do Inmet é de que o inverno em Brasília fique dentro da normalidade. A meteorologista Nayane Araújo afirma que o esperado é um período seco e com pouca chuva, no entanto, a possibilidade de precipitações não é totalmente descartada. “A previsão é de que chova eventualmente”, afirma. A especialista prevê ainda que a aproximação de frentes frias possa causar, eventualmente, inversão da temperatura — em vez de manhãs mais frias, as tardes podem registrar índices mais baixos nos termômetros.

Beleza

Algumas características marcam o início da estação fria e a seca no DF, entre elas, a florada dos ipês, árvores típicas do cerrado. Quem passa pelos eixos Norte e Sul pode contemplar a beleza dos ipês-roxos, os primeiros a florir. Depois, os amarelos e os brancos devem brotar, em julho, seguidos do rosa, que chega no fim de agosto. “É uma beleza passar por elas (as árvores) na ida ao trabalho. Deixam a cidade mais bonita e ainda combinam com o céu, que também fica espetacular nessa época. Não gosto muito do inverno, é frio demais, mas a beleza que traz à cidade é incomparável”, declara a servidora pública Mariana Coimbra, 37.

O dia que registrou a temperatura mais baixa na história do DF foi 30 de junho de 1985, com 1 ºC. No mesmo ano, em 31 de julho, foi registrada a segunda temperatura mais baixa na capital — 1,6ºC.

Previsão

Saiba como deve variar a temperatura neste e nos próximos meses

Junho: min. 13,9 ºC/máx. 25 ºC
Julho: min. 13,7 ºC/máx. 25,3 ºC
Agosto: min. 15 ºC/máx. 26,9 ºC

Fonte: Inmet