Meio Século de Arte Brasileira em três galerias do DF

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Nos dias 17, 20 e 22 de junho o brasiliense vai ter a oportunidade de conhecer uma trajetória de meio século de arte brasileira produzida pelo renomado artista baiano Toninho de Souza que está radicado em Brasília antes de sua construção.  Ele chegou na Capital brasileira em 1957 com seis anos de idade, tendo como primeira moradia a Cidade Livre, atual Núcleo Bandeirante. De 1958 até 1960 morou na Vila Amaury, hoje submersa no Lago Paranoá, de onde foi transferido em fevereiro de 1960 para Sobradinho onde mora até hoje. Toninho de Souza é um artista renomado pós-contemporâneo que nasceu na cidade de Riachão das Neves, estado da Bahia, em 24 de novembro de 1951, é começou sua trajetória artística aqui em Sobradinho, realizando sua primeira mostra pública em 1969, no Ginásio de Sobradinho, ao lado de outros artistas locais.

Na década de 80, do Século XX, Toninho de Souza ficou conhecido no meio artístico da Capital Brasileira quando recebeu dezenas de prêmios em salões de artes com obras inovadoras e inéditas da arte contemporânea, conseguindo expor no México, Inglaterra, Iraque e na França. E, após retorno internacional foi convidado a inaugurar na Capital Paulista a Galeria Marc Chagal, com sua individual da linguagem artística da Melanciacultura. Após estas participações internacionais, conseguiu se manter em destaque na mídia televisiva e nos veículos de comunicação escrita do DF, com dezenas de exposições coletivas e individuais nas cidades de Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, e São Paulo.

De 1986 a 1990 foi um dos mentores do grupo “Os Coloristas” que movimentou a arte brasiliense nos principais espaços culturais de Brasília e cidades administrativas fortalecendo a arte local nas galerias particulares do DF. Na década de 90, Toninho de Souza participou de um concurso nacional de artes visuais no Rio de Janeiro, onde obteve o 1º lugar nas 90 Horas de Pintura Contemporânea, um Prêmio de Viagem à Europa, visitando dez países (Portugal, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Suíça, Itália e Áustria). Toninho de Souza quando retornou da Europa, lançou no ano seguinte sua linguagem artística do Melantucanarismo, em sua individual: 1ª Bienal de Arte Contemporânea no DF de Toninho de Souza -1993, ocupando simultaneamente dez galerias na Capital Brasileira com suas obras e ampliando seu destaque no Brasil expondo em Curitiba, Joinville e São Paulo – SP.

Nessa mesma década, conseguiu sua projeção no país, ao realizar individualmente o seu primeiro painel de arte urbana do Melantucanarismo em um Tapume de Obras de 292 metros quadrados em pleno centro da Capital Brasileira (W3/Setor de Rádios e Televisão Sul). Sempre inquieto, Toninho de Souza, foi mais longe em suas conquistas, além de realizar suas pinturas sobre tela e arte urbana, o artista também experimentou a escultura, a gravura, os objetos estranhos e não identificados – OENI, instalações de artes e arte digital.  Com sua experiência em arte urbana, em 1996, fez uma mostra individual nas principais ruas de acesso ao evento da 23ª Bienal de São Paulo, com seu projeto “Arte Door 96” que apresentava 10 murais de 3 metros de altura por 9 metros de comprimento que ficou durante quinze dias naquela Capital que recebia turistas de todo o mundo para apreciar a bienal. Para encerrar o Século XX, para sua surpresa, em 1998, participou de um Panorama da Arte Brasileira, em Berlim, Alemanha e no ano 2000, foi laureado com a Comenda Ordem do Mérito Cultural do Distrito Federal, instituída pela Secretaria de Cultura do DF.

No século XXI, não foi diferente para o nosso artista Sobradinhense de coração…  Retornou a expor fora do Brasil, ocupando galerias na Califórnia, Boston e Nova York.  E, recebeu uma Comenda em sua Cidade Natal pela Câmara Municipal de Riachão das Neves – Bahia e o título de Cidadão Honorário de Brasília por seu destaque cultural no DF. Em 2008, foi convidado a representar o Brasil com Arte Digital em uma Bienal Internacional de Arte Contemporânea em Chapingo, no México, expondo posteriormente em Madri.

Toninho de Souza, depois de 20 anos experimentando a arte digital, se propôs a apresentar o seu manifesto de artista Pós Contemporâneo no Espaço Chatô, da Fundação Assis Chateaubriand, em Brasília em 2016.  E, nesse mesmo ano, foi convidado a idealizar o “Maior Mural da Construção de Brasília”, no CONIC, onde conta a história através de imagens dessa epopeia brasileira em pleno Planalto Central. E assim, vieram vários títulos em 2017, sendo um deles, a Medalha e Diploma do Mérito Cultural Escultor Victor Brecheret. Atualmente a obra do artista é objeto de estudos como releitura em escolas e universidades públicas e privadas do DF e adquiridas por empresários da construção civil para atender as exigências de Habite-se na categoria de pinturas, murais e esculturas que podem ser apreciadas no Blog do Toninho de Souza – Um artista universal.

Toninho de Souza vai ocupar três galerias simultâneas no Distrito Federal para comemorar seus 50 anos de trajetória artística no pais. e no mundo, sendo a primeira no dia 17 de junho na Galeria da LBV, no SGAS 915, lote 74, Asa Sul, Brasília, DF, com uma retrospectiva de sua trajetória artística e suas últimas produções de 2019, que poderá ser visitada com entrada franca até o dia 15 de julho deste ano. Mas, aquele fã que não tiver a oportunidade de ir ao plano piloto, poderá também, apreciar outras obras, da mesma série retrospectiva a partir das 19 horas do dia 20 de junho na Galeria Vincent Van Gogh de Sobradinho, com exposição pública até o dia 30 de julho e uma terceira exposição que abre no dia 22 de junho, as 19 horas no Hall de Entrada do Teatro de Sobradinho onde terá oportunidade de conhecer suas pinturas, murais e esculturas em aço carbono gratuitamente. Sua obra pode ser apreciada em sua  Loja Virtual: www.toninhodesouza.com.br ou pelo e-mail: toninhodesouza@gmail.com